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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O corredor e a parede

  Ele vinha acelerado pelo corredor, na verdade apenas andando rápido, mas via tudo passar quase como um flash.
  O corredor era muito mais longo que qualquer outro que já vira, as portas estavam fechadas e não eram por ele reconhecidas. Olhava uma por uma, na esperança de saber,
assim que visse uma porta familiar, onde raios estava ele andando dessa vez. Não era a primeira vez em que acordava num lugar estranho.
  O que via de vez em quando, eram pessoas normais, então sabia que estava na Terra, mas eram também totalmente desconhecidas a ele, o que não ajudava muito.
  Depois de andar por algum tempo, viu um pouco mais a frente, uma porta aberta.
parou. Não sabia o que ou quem veria ali e não queria ter uma surpresa ruim.
  Numa fração de segundo, menor que o bater das asas de uma abelha, ele tomou uma impressionante decisão, baseada na dedução sub-consciente de que não estava em seu corpo, projetou sua cabeça para frente, passando com ela através da parede.
  Agora, estupefato, olhava o interior do quarto. 
  Ao retornar me disse que não se lembra do que viu dentro do quarto, mas tem na memória, vividaa lembrança da sensação de atravessar a parede com a cabeça. Que foi semelhante a passar pelo véu de uma cachoeira, mas sem se molhar.
  Não acreditei que ele não se lembre de nada do que viu em tal estado. Mas pensando bem ele é mesmo meio desmemoriado, até mesmo quando está acordado.

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