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sábado, 24 de setembro de 2016

Ele mal sabia... (Os passos de meu pai )

Meu pai me deu seu próprio nome. E assim , acho que ele queria que eu seguisse seus passos. Mas eu, logo cedo deixei claro que não estava disposto a seguir seus caminhos.
 Filho de alfaiate, meu pai sempre sabia o que vestir , e como fazer as roupas ficarem elegantes. Enquanto que eu aceitava o que ele escolhia, mas nunca conseguia fazer nada parecido. Era escalafobético e gostava de misturar estilos. Não conseguia me sentir confortável se não pudesse mudar alguma coisa no riscado da roupa. Detestava uniformes. Mesmo os da escola primária.
Um certa vez havia morado por um tempo em outro estado, que não o que fui criado. Ali, havia surfistas e meninas que  nos tomavam nos braços. Havia culturas de todo mundo e costumávamos nos misturar aceitando beber a mesma bebida que os amigos bebiam, e também comprando os objetos da moda, como o cordão de yin e yang, e a camisa com gola de neo-prene. As calças jeans eram bag ou semi-bag para os homens, principalmente para quem gostava de hip-hop e surf. Os tênis eram completamente datados, possuindo arranjos de cadarços e cores da moda, que naquele tempo era o neon. Tinham também linguetas gigantescas e um aspecto que remetia ao filme "De volta para o futuro."
Numa dessas ocasiões que que me arrumava com roupas novas e que vesti minha indumentária de semi-playboy. Ao adentrar a sala de TV e deparar com meu velho pai, perguntei como estava. A resposta do velho Caetano foi como uma sentença:
- "Parece um Astronauta!'' - disse em tom enigmático.
 Ele mal sabia que continuava o mesmo, com sua tiração de sarro amigável e costumeira, me deu a benção para minha vocação artística, ao acertar o que minha roupa dizia, mesmo antes de que eu soubesse. Meu próprio nome, dado mais tarde pelos hippies, já que ele como pastor não poderia fazê-lo, mas talvez apenas prever que alguém acabaria me dano esse apelido, mais cedo ou mais tarde.  Meu pai me deu seu nome, e também me deu o meu nome, antes que eu recebesse esse mesmo nome de meus amigos e colegas, para que eu pudesse seguir seu conselho, sem ter que seguir seus passos. Para que um dia eu pudesse ter minhas próprias pegadas contadas como apenas minhas, apesar de seguir, de um jeito estranho, meu, e torto, os passos de meu pai.
 Muito Obrigado, pai.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

gata, relógio, eu, e bom, meu tempo em paz.

hoje eu desci com minha gata pra passear. na coleira. ela não gostou muito. eu havia achado um relógio, mas não funcionava, como ela viu primeiro, quis dar a ela. juntei ao meu próprio tempo, mas nada adiantou gatos vivem muito e não contam o tempo, nem gostam de coleiras... deixei o relógio lá, além da grade de ferro, é o melhor lugar para o tempo ir-se. talvez seja reciclado, talvez encontre outros tempos. eu , minha gata e o relógio perdido para sempre. que aquele que o encontrou faça bom proveito, e deixe meu tempo em paz.

domingo, 4 de setembro de 2016

Mesurado

Por traz de toda medida, se esconde uma desmesura.

sábado, 27 de agosto de 2016

Olho no trato, pois tudo é tato.

Tudo é tato e nada se toca. Todos os sentidos não podem te dar um rumo , se você não tiver ao menos uma direção a seguir. O mundofeliz está no reicomeiço. O finício era só uma in pressão que antescedia ao reicomeiço. Agora já passou. Mundofeliz!

domingo, 21 de agosto de 2016

QUEM ESCREVEU ESSA MÚSICA?

EU IA PARA O CÉU , ANDANDO DEVAGAR. 
MAS VI UM ASTRONAUTA ENTÃO RESOLVI VOLTAR
'Eu sou um vampiro doidão' 2 x
Eu passo o dia fumando e de noite , leio no meu colchão.
O tal do astronauta , que veio lá do céu.
Disse que era daqui, mas não tirou o seu chapéu.
'Eu sou um vampiro doidão' 2x
Eu passo o dia dormindo, e de noite , fumo um baseadão.
Voei pra outro planeta , só pra poder voltar.
Parei ali na lua, pra fumar antes de chegar.
"Eu sou um vampiro doidão"2x
Se o foguete explodiu, ainda bem que eu nasci no inverno.
Escrevi esse versinho pra você no meu caderno.
"Eu sou um vampiro doidão"2x
Fui de jangada pro sótão, e no alpendre estendi meu colchão.
"Eu sou um vampiro doidão"2x
Por que eu desci de elevador, mas foi no disco que encontrei a solução... 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Eu morri num sonho.

Foi num sonho que eu morri.
Era minha casa.
Tinha um balcão de cozinha americana, o lugar era escuro até o teto e não havia colunas na sala.e tinha paredes eram de uma cor irreconhecível, por causa da penumbra.
Vi um homem todo de preto e mascarado, em pé no corredor, e toda minha família bem estava atrás de mim. Quando ele saltou para passar, eu tomei sua faca, que não sei se era dele, mas sei que era de cozinha e que era azul marinho, pois era muito comum aquele cabo de plástico preto, igual a todos as outras que se vendem em faqueiros baratos.
Ele contornou o balcão da maneira certa, mas eu era muito mais rápido. Então com a mesma arma que tentara me matar, eu o matei.
Enquanto seu sangue se esvaía, eu chorava nos braços da minha família, agora protegido. E foi assim que eu morri. Chorando, quando uma parte minha matou um desconhecido invasor.
Quando os policiais médicos forenses chegaram, o algoz já estava morto. Examinaram então a arma, o balcão, e a parede e interrogaram a família, e tudo  mais que era de praxe no ofício de médico legista. Principalmente aqueles objetos em que o sangue havia se esparramado.
"Foi legítima defesa do vítima pela sua famíla", concluíram. Apesar do ladrão ser um Houdini. Não contavam que aquele fosse um lúcido sonho de um velho fuzileiro aposentado, que eu nunca mais quis e nem poderia ser, dado ás mãos atrofiadas em serviço, mas que sabe que do lado de lá é confundido, como se não tivesse se tornado hippie. Quem teria sido o bandido?
Foi o sonho do Mundofudido.
Eu nunca quis matar ninguém, nem em sonho...
E que alívio que tudo não passou de um sonho.
Aquilo era um sonho.

Eu morri num sonho.

Foi num sonho que eu morri.
Era minha casa.
Tinha um balcão de cozinha americana, o lugar era escuro até o teto e não havia colunas na sala.e tinha paredes eram de uma cor irreconhecível, por causa da penumbra.
Vi um homem todo de preto e mascarado, em pé no corredor, e toda minha família bem estava atrás de mim. Quando ele saltou para passar, eu tomei sua faca, que não sei se era dele, mas sei que era de cozinha e que era azul marinho, pois era muito comum aquele cabo de plástico preto, igual a todos as outras que se vendem em faqueiros baratos.
Ele contornou o balcão da maneira certa, mas eu era muito mais rápido. Então com a mesma arma que tentara me matar, eu o matei.
Enquanto seu sangue se esvaía, eu chorava nos braços da minha família protegida.
Quando os políciais médicos forenses chegaram, o algoz já estava morto, examinaram a arma, o balcão, interrogaram a família, e tudo  mais que era de praxe no ofício de médico legista. Principalmente aqueles objetos em que o sangue havia se esparramado.
Foi legítima defesa do vítima pela sua famíla, concluíram. Apesar do ladrão ser um perito. Não contavam que aquele fosse um sonho de um velho fuzileiro aposentado, que eu nunca mais poderia ser dado ás mãos atrofiadas. Quem teria sido o bandido?
Foi o sonho do Mundofudido.
Eu nunca quis matar nem em sonho...
Mas Mundofeliz é pra quem quer, né?
Mundofeliz!!!
Feliz, sim!!!
"Aquilo era um sonho."