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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Essas coisas...

tem que mergulhar no papel. morder um pedaço da bolha de sabão. cortar o filé de asa de borboleta com as unhas. essas coisas...

Amiiigaaaaaa!

Como chamavam aquela sua amiga que traía todos os namorados?
Chamavam de "amor", até descobrirem. Depois, " aquela traidora" se tornava seu segundo nome, por convenção.
Seu nome não podia ser mencionado entre uma boa dúzia de "ex-cornos" e chamava a toda a concorrência de "Amiiiigaaaaa!" , que acabou se tornando seu primeiro nome. "A Amiga, aquela traidora?", era assim que a chamavam , por fim...

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

maleducado

sou como qualquer ser humano em seu orgulho incompleto, mal educado e não tolero falta de educação...

Um fio.

O diâmetro de um fio cortado com a medida da espessura da parede de uma bolha de sabão.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Monte-o

Não importa o quão assustadora seja sua compulsão, você terá que enfrentá-la.
O quebra-cabeças premonitório é infalível, irresistível.
 Monte-o.
Você se voluntariou para isso, desde o início.
Em sonhos e desejos proibidos.
 Veja a imagem final em sua mente.
 Se espante com ela.
Mas continue montando-o.
 Rumo ao descortinar da perfeição, na paciência e na persistência.
E ao fim, encare sua morte perfeita. Regozije-se de ter conseguido.
Se possível , sinta essa alegria misturada ao horror da imagem que vai mostrando, a cada peça, em seus detalhes minuciosos e fatais.
Segure a última peça com emoção ímpar.
 Até escolha qual será, antes , se quiser.
 Mas lembre-se.
É um quebra-cabeças premonitório e fatal.
No início, você imagina que não será tão ruim assim.
Ao ver a imagem final, em sua mente, você estremece.
 Ao completar, se alegra por ter feito a tempo.
Mesmo ante ao seu pior pesadelo.
 Feliz por conseguir acordar.
E depois , ao fim.
Você morre.
Monte-o.
Rápido!

ARREBOL!

NÃO HÁ FELICIDADE NAQUILO QUE SE ESPERA , NEM NO ESPERAR, MAS APENAS NO PRESENTE.
QUAL A IMPERFEIÇÃO QUE COMPLETA A IMAGEM PERFEITA COMO FUNDO E CONTRASTE. DANDO ÊNFASE AO MOVIMENTO DA ATENÇÃO DAQUELES QUE OBSERVAM A PAISAGEM, COM LUZ, TRAÇOS, ESMAECIMENTOS E DIREÇÕES NATURALMENTE FORJADAS ÀS MINÚCIAS DO VENTO.
QUAL A TERRA QUE DESAPARECE ANTE AS CORES DO PÔR E DO NASCER DO SOL, ANTE AO CALEIDOSCÓPIO FLUIDO DO ARREBOL PSICODÉLICO, QUASE ESTÁTICO. LENTO E IMPLACÁVEL.
O ARREBOL ANTI-AURORA BOREAL DIÁRIO E COMUM DAS TARDES DE POUCAS NUVENS, MAS COM COLORIDO, SEMPRE ÚNICO, EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO. VIOLÁCEO. PURPÚREO. ALARANJADO. DOURADO, E BRANCO. E CINZA. E NEGRO. LANCINANTE AOS SENTIDOS. ARREBATADOR AO OLHAR.
E TUDO AQUILO NÃO EXISTE COMPARADO AO UNIVERSO. É UMA CAMADA FINA, COMO UMA UNHA, SE COMPARADA AO PRÓPRIO PLANETA, OU A UM ASTRO MAIOR. FEITA DE GASES E IMPACTOS INVISÍVEIS ENTRE MICROPARTÍCULAS DE MUITAS COISAS E LUZ. REFRAÇÃO CAÓTICA, MAS COM CÁLCULO PRECISO. NUNCA IGUAL. NUNCA DIFERENTE. PERFEIÇÃO DIÁRIA. COMO NOSSOS SONHOS. DESVANECENTES E ESSENCIAIS PERFEIÇÕES QUE SE COMPLETAM NA MERDA! A PROVA DE QUE VOCÊ COMEU, E MUITO. A PERFEIÇÃO DO PRESENTE! ARREBOL! ARREBOL! RARIBOL DO ARREBOL INTERGALÁCTICO!
VIVAAAAAA!!!
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A realidade nos inquerindo

Humanos. Quanto mais nos cremos, mais nos decepcionamos. 
Mas se não nos cremos tanto, é até engraçadinho,
Ver a realidade nos inquerindo a humanidade uns aos outros.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Câmxra

Eu também sou uma câmera e uma câmara. Sorria e respeite.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

cAMINHO DAS PEDRAS

Eles ensinam o caminho das pedras, mas não mencionam que as pedras não queriam fazer parte do caminho em que foram sequestradas, pra cobrir nossas estradas.
E não recordam do ruído estrondoso da explosão do nitrato de potássio com enxofre e carvão.
E como as pedras se explodiam, e em pedaços, martelas, se tornavam em peças imperfeitas com formatos imprecisos como nossas ilusões.
Encaixadas como quebra-cabeças, não mencionam, enquanto deitadas, as cabeças, mãos e corações que se tornaram em pedras, para sua construção.
Nas encostas, as feridas clamam, abertas, pelas sua entranhas explodidas. E enviam espectros e sons como lamentos e uivos fantasmagóricos pelos caminhos, que formados por suas partes, ao mesmo tempo que a espalhavam muito além da estática posição natural, sua marca na realidade, sua composição molecular no tempo e no espaço. Também levavam seus filhos tornados em pó, brita e paralepípedos.
 Muitos que acabarão soterrados ou amalgamados, e sepultados sob o acabamento aparente , massa e tinta.
Os corações e mentes, tornados em pedras, fizeram pontes, mas muito mais que isto fizeram muros, muralhas, barreiras para água, para animais, e para os próprios humanos que os constroem. Para que os muros, frios e que não respeitam emoções ou necessidades que sejam alheias ao desejo de seus amos e senhores, ditem por onde e até onde podem ir.
 Também se tornou necessário, e alvo de admiração, que alguns que vivem ás margens dos caminhos das pedras, que tomassem daquilo que restara de suas mãos , mentes e corações, e tornasse em ornamento para as paredes, muros, e até mesmo muralhas. Porque não é , e nunca será suficiente, ou mesmo admitido como presente, nunca sendo mencionado, o som das batidas, máquinas, rodas, animais, pólvora e dinamite em explosões quase vulcânicas, que permanece e ecoa na pedras dos caminhos de todos os lugares dizendo :
-NÃO! NÃO! MIL VEZES , ESTE NÃO É O CAMINHO DAS PEDRAS!
Não é o caminho das pedras, o subir apenas em explosões artificiais, ou como combustível para os foguetes!
 Não é o caminho das pedras aceitar apenas a queda, o ser atirado ou empilhado, o chute e até mesmo o duro, porém necessário golpe do cinzel. ( Ao menos aí o coração de pedra fica na pedra, que se torna quase humana, com vida quase que valorizada, já que o preço mostra que ainda não se conhece seu valor absolutamente inegociável, como síntese da perfeita interação do homem com a pedra, não para desfigurá-la, mas para torná-la semelhante a si, e mais próxima da compreensão de nossa própria natureza. Esculpe-se a si mesmo, o humano, naquilo que se esculpe. Na escultura.)
O caminho das pedras é para o alto! Através de milhares e milhões de anos, se apoiando no magma que nada mais é que as próprias pedras em calor, pureza , pressão, dança e ebulição! O caminho das pedras é erguer ilhas nos oceanos! E colunas de gases maiores que qualquer estrutura que já erguemos com elas! Sua poeira vai do saara à américa! Das camadas mais altas, até as cidades que jazerão cobertas de chuvas de cinzas! Até mesmo deixando-nos como estátuas naturais inertes, em cidades inteiras de cadáveres mumificados em pedra, e cabeças explodidas, como em Pompéia e suas cidades vizinhas jazeram sob o Vesúvio. O caminho das pedras às vezes é incandescente e implacável.
O caminho das pedras é viajar ao redor de estrelas, em órbitas longínquas, ou como cometas que sonhamos tocar com as mãos, mas que nos fogem. Sendo apenas alcançados por nossos satélites artificiais e comandados por bolts, bits e controles remotos. Imaginamos viagens de ida ou de volta nessas maravilhosas naves de pedras e gelo. Choramos quando explodem em seus periélios.
 E suspiramos com nossos corações de pedra, sobre esta pedra dourada, vermelha, negra. coberta de verde e de azul em diferentes densidades. Banhada pelo verde-lilás de seus próprios gases ionizados, que fosforescem em contacto com as ondas gravitacionais e raios cósmicos nas Auroras Boreal e Austral. As auras kirliangráficas de nossa maravilhosa e multicolorida pedra planeta Terra.
Brilhar assim também se torna. então, o caminho das pedras.
Mudar o  nível das marés, é o caminho da Lua, também feita de pedra.
Fazer que você faça desejos, é o caminho dos meteoritos, nossos lasers dos olhos divinos, raios de terror e anseio,   na história das espécies e dos inocentes pedidos adolescentes. Pedras conhecidas como estrelas cadentes. mas ainda pedras em seus caminhos.
Eles ensinam os seus próprios caminhos feitos de pedra, como se fossem os caminhos das pedras.
Não.
Ouçam as pedras.
E que elas possam ensinar a cada um, não os caminhos que estão além de nossa compreensão, pois somos pedras moles.
Devemos ouvir o eco das pedras, em nossos caminhos, muros , muralhas e pontes, e principalmente nas esculturas de pedra. No solo, na Lua.
Para que possamos aprender nossos próprios caminhos, através do espaço e do tempo, conhecido por ter comido pedras e vomitado filhos, em nossos mitos
. Para que um dia possamos entender nossa parte em toda essa beleza real, que não se parece em nada com nossa egocêntrica e desfocada estética humana.
A beleza natural das pedras. A natureza pulsante dos caminhos de tudo que existe. Das pedras, também.
E isso ninguém sabe, só as pedras, portanto, ninguém mais nos ensina.

Lua




Lá vem a lua saindo,
Redonda como um tamanco.
Nesse mundo que é bonito,
Só pra quem tem algum no banco.

Vai uma estrela na frente.
Vai, como que guiando.
Vai contando piadas,
E a lua atrás, gargalhando.

Quando cheia como uma pizza,
Vê-se um cavalo no prato.
Um coelho , um sorriso,
Com uma piscada do lado

Outra noite, quando não veio,
Ouvi cantarem que ela traia.
Mas a cantora foi traída,
Pelo amado, que era do meio.

Mas qual não foi a surpresa,
Ao vê-la no céu noutro instante?
Rindo de ponta-cabeça,
da cantora, que rira antes.

Um prato, uma bola, uma pizza.
E a estrela, que sempre avisa,
Lá vem ela, de novo!
Quem é? Lhe dou uma pista:

Procure o nome da estrela,
E a história de quem era sua.
E encontrara os cantos de dor,
Da estrela planeta Vênus,
que era invejada, e até perseguida,


pela nossa vizinha , Lua.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Nulla da spiegarci.

Non  spiegarmi perché il cielo é blu.
Non spiegarmi perché la tristezza, in inglese, é blue.
Non spiegarmi perché l'oceano è salato como le lacrime, anche sono blu.
Tutto questo lo so da solo, perché non me lo spieghi con il tuo sguardo.
Ma quando ti vedo sospirare per una mancaza,
Allo stesso tempo che l'aria mi lascia il petto,
 Prendendo l'eco del mio cuore, come una bandiera.
Allo stesso modo.
Capisco quello che ascoltiamo del vento.
L'amore é blu.
E lo sappiamo.
Nulla da spiegarci.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A batalha final. (ou Na volta)

A vida é como uma sucessão de batalhas rumo ao fim de uma guerra.
Todos devem vencer todas,
 E ao fim,
 Com os espólios de uma vida vitoriosa , descansar no triunfo.
Cuide somente de identificar a última batalha.
Para que , vencendo a guerra cedo demais,
 Não te tornes um vencedor sem mais lutas a percorrer.
Faça durar algumas batalhas,
Principalmente, se perceber que está na luta decisiva.
Se possível , morra lutando.
E as derrotas?
Pense nisso na volta.

O enigma do copo meio cheio ou meio vazio

É um meio copo de alguma coisa. as pessoas deveriam se perguntar é : "meio cheio ou vazio de quê?", pois a parte cheia de água , por exemplo, estaria vazia de ar, enquanto a parte vazia de água estaria cheia de ar. E ainda com um pouco de detergente pode-se encher o copo todo com ambas as substâncias tornando-as bolhas de sabão.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

cURTIÇÃO CLANDESTINA

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comentário no canal do PC , mas serve pra vc que está lendo. :)

eu sou um sucesso na minha distorcida e egocêntrica ótica. acho que esse é um dos principais motivos pra eu não ser um sucesso pros outros, acho que não pode se achar sucesso, tipo sem ter mil fãs e tals. e tbm acho tu um puta cara bem sucedido. mas a gente não tem que concordar com meu sucesso nem com o seu. :)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

(pra não dizer que eu não expliquei por que dá errado.. (y) e como é que dá certo , onde dá certo. a natureza ajuda quem se ajuda. a humana tbm. D.ABC CAP 15423253126131543143315414 )

lutar contra a vontade humana que vai contra os planos idiotas das pessoas teimosas, é burrice em qualquer lugar do mundo.
vc não pode controlar o organismo humano senão através da própria vontade do indivíduo, pela conscientização.
e só funciona de fato se for pra benefício do próprio organismo humano. nunca funcionou pra interesse alheio a essa ecologia, e ao meu ver nunca vai funcionar.
pois o organismo humano é vivo, e por instinto irá sempre sabotar a execução de qualquer coisa que coloque em risco sua sobrevivência, sendo sua sanidade carente de drogas , religiões, subracionalidades e subterfúgios de acesso as camadas mais baixas e desconhecidas da mente, uma das mais ferrenhas fontes de resistência contra a manipulação racional e ignorante dos sentidos coletivos de percepção de desequilíbrio.
(pra não dizer que eu não expliquei por que dá errado.. (y) e como é que dá certo , onde dá certo. a natureza ajuda quem se ajuda. a humana tbm. D.ABC CAP 15423253126131543143315414 )

sábado, 3 de dezembro de 2016

APLAUSO


Era um mosquito que cantava muito bem. Ao tentar a sorte nos teatros, morreu no primeiro aplauso.
 (APLAUSO)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A vida as vezes parece um jogo de raquetes, nas sombras de uma cortina de fumaça.
Você levanta um raquete de frescobol e as pessoas enxergam uma de tênis. 
vc saca por baixo, pra começar devagar, e recebe um monte de cortadas impossíveis de pegar.
vc olha. ri. e pensa:
 -Dez a zero , ganhei... - e vai embora rindo.
 e do outro lado da neblina turva, dizem :
- lá vai um parvo. que não sabe nem sacar nada , nem vai na bola, não faz um ponto, e ainda é mal perdedor... pois ignorou as linhas todo tempo. 

bem vindos

não venha pra esse planeta se quiser se sentir bem vindo.
te dirão que eras esperado, mas sempre que não és como esperavam. após terem certeza de que és você mesmo e não mudarás, te hostilizarão por não ter te tornado um deles.
o que são? humanos como tu.
mas tão alterados que já não reconhecem um quando o vêem, nem mesmo neles mesmos. e definitivamente , se esqueceram do que é ser humano, e tentarão a todo custo te desumanizar, como fizeram a todo o planeta.
Sim este costumava ser um planeta humano... Por pouco tempo, entre a era dos dinossauros e a dos desumanos, a era presente.
Se você se perceber aceito e adaptado, não és mais humano.
Não se aceitam humanos aqui.
ainda que continuem nos chamando...

e olhar o par nos olhos

Eu acredito na possibilidade de uma humanidade onde a dinâmica vise o coletivo sem anular a beleza da individualidade, pois o mundofeliz é assim. Nada além disso e nem aquém. Nem submeter o mundo à minha vontade nem me deixar desaparecer numa unicidade totalmente transcendente e destituída de mim mesmo. Dançar a dança e olhar o par nos olhos, e as vezes fechá-los e apenas girar.
escrevi isso em 01/12/ 2011.