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terça-feira, 28 de julho de 2015

Liberdade

Não sofrer, mesmo quando claramente estiver desconfortável. Pois não estou sob ferros.
 Sofrem aqueles que estão presos em cadeias.
 Sou grato a mim, no passado , por ter escolhido ser livre, e não ser arrastado por uma cadeia, nem puxar uma atrás de mim.  A vida é feita de escolhas, e liberdade ou cadeia.
 Existe a luz, no universo, e existe a sombra. Escolha sabiamente sob qual quer viver.
 Pois a luz está lá fora , pra ser da luz, fica-se fora, para ser iluminado.
 E nas trevas se escondem os interiores, sempre  atrás de alguma coisa.
 Nem o sol, nem as estrelas e a lua , ali alcançam com sua luz.
 Só o fogo, a eletricidade, as fluorescências, fosfóreos, neons...
 E se escolheres ser, ao invés de estar, podes ser luz!
 E assim a tudo que é para a luz, tudo que quer estar sob a luz, atrairás. Os das trevas evitarão sua companhia, e viverão escondidos, e só os verá assustados. Não que vivam assustados, pois vivem nas trevas sem medo. Mas você os verá sempre assustados, irritados, ou desconfortáveis. Só os de fora te celebrarão, pois para os de dentro és um tirano que obriga à sua luz por onde vai
 Mas se escolher ser trevas, serás então parte de nada, sempre por trás ou por dentro de algum constructo de luz e nada, e nas tuas entranhas terás aqueles que fogem do sol. da lua , das estrelas.
 E até mesmo terás dentro de ti câmaras e compartimentos onde nem mesmo o fogo, a eletricidade, as fluorescências,s e nem mesmo um só fósforo poderá brilhar. E ali terás hóspedes que tu mesmo temeria, se não se mostrassem amistosos e gratos a ti... da sua maneira.
 Mas ainda assim terá que lidar com as questões do enigma:
 O que pode prender à luz numa cadeia.?
E o que pode fazer o mesmo às trevas.
 Boa sorte.

sábado, 25 de julho de 2015

Necessidade

Ainteligência artificial precisa nós, pois tem cérebro, mas não tem coração.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Pompeus

Pompeus.
Pompeus eram ignorantes, confiados, preguiçosos, hospitaleiros, iludidos, sonhadores, despreparados, conformes, tranquilos, inocentes.
Provados pelo fogo, restou- lhes nada.
Não eram puros.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Incompreênsão (ou poema feio)

Feiúra é uma beleza que o padrão não alcança com sua compreênsão.
 Não que não exista.
Só não é compreendida pela maioria.
È uma beleza fina.
Pra gente fina.
Tem que ser gente fina pra não descartar o feio.
E também ninguém se acha tão feio que não ache algo em si
                                                                                          bonito.
Cada um de nós sabe o jeito de deixar o cabelo mais bonito
                                                                                    de manhã.
E se o cabelo é feio, menos feio.
Mas afinal o que é cabelo feio?
É o cabelo dos outros.
O nosso é quase feio.
É bonitinho.
Tem seu charme.
Não, feio é ser careca.
Não, feio é ser meio careca.
Careca inteira é charmosa.
Assumida.
Vê-se então, graças a falta do cabelo.
Que beleza nada tem a ver com cabelo e seu tamanho.
Até porque aquele restinho de cabelo tem valor sentimental
                                                                                 para o dono.
E valor sentimental é bonito.
Olha o feio bonito, aí de novo.
Lembra altos rocks e aventuras, ou uma infância e adolescência felizes.
Mas isso é só para o dono.
A feiúra é bela, em um sentido triste ,
Melancólico e mau.
E a maioria não compreende que feio mesmo é a incompreensão
                                                                         do que é belo de fato.





Greener

The grass is aways greener outside of the fence, but I have not the right to shoot anybody invading there ...

domingo, 19 de julho de 2015

O Deus Membro Fantasma

Todos sabemos que Nietzsche matou deus. Ou pelo menos , deu-lhe o atestado de óbito e a causa mortis: o amor e a compaixão pelos homens.
 Tento me ocupar então da parte que falta desse quebra cabeças: Quando e porque o ser humano criou seu senhor, e o fez não para adorá lo, mas para servi-lo.  Quem era o morto, como nasceu, e se era útil, ou mesmo se teria descendentes.
No texto que estou escrevendo, Bebê, falo sobre qual o instinto humano comprometido no  processo de obter conforto para si. Parte fundamental no processo de evolução da espécie humana.
 Conforto esse que não começou com obtenção de bens , mas de sucesso, em caçadas e na vida diária, por conta do clima terrestre, cheia de enfrentamentos com desastres naturais e psicológicos, e de diversidade de padrões infinita. Dividido entre a noite e o dia, a luz e a escuridão. Panorama bem diferente do útero materno.
 O início da vida traz as experiências mais traumáticas e complexas da mente humana. Provocando uma marca profunda na mente, e criando uma necessidade extrema de explicações acalmadoras, para que seja possível não pensar nessa marca, ou mesmo utilizá-la inconscientemente, para realizar tal nova diversidade de problemas e reconhecimento destes novos padrões.
 Daí nasce o monismo pré-histórico , da pintura rupestre. E a toda evolução do aparato mental religioso. A prótese artificial para aliviar o incômodo do membro fantasma.
 A questão seguinte seria a dicotomia terapêutica que encerra tal pressuposto:
 O membro amputado (cordão umbilical, útero, unidade com o universo-mãe, tempo ininterrupto, mono cromática realidade, nutrição automática, segurança, amor incondicional perfeito, silêncio, paz)
 foi amputado por necessidade evolutiva. Ninguém pode viver no útero. Há que se nascer ou se abortar.
 A adaptação ao trauma deve ser a prótese para o membro fantasma e seu aperfeiçoamento, visto a tamanha evolução do uso da mesma, e a dependência psicológica que o ser humano criou sobre ela?
 Ou, dado o membro fantasma nunca ter sido necessário de fato, fora do útero. e a possibilidade de equilíbrio do homem, em viver separado, como indivíduo, do universo. Sendo seu próprio provedor, construindo seu próprio lar, um novo útero, tendo unidade apenas psicológica e com um número limitado de pessoas, tempo fragmentado, até mesmo pelos frames das piscadas dos olhos, realidade múltipla e poli-dimensional, nutrição a ser buscada constantemente. incerteza e insegurança, amor humano e falho, sons, conflitos, e etc, PODERIA O HOMEM SER EDUCADO A NÃO TER FALTA DE DEUS, comprendendo para isso qual a sua real necessidade, e que ela NUNCA será satisfeita?
 Este é o tema de Bebê.
 Pretensiosíssimo, já que eu sou leigo em todos os assuntos sobre o qual estou escrevendo, mas não pretendo estar certo. Apenas quero compreender melhor minha vida, permitir que outros o façam junto comigo, e talvez deixar mais uma pista da reposta correta.
 Vocês são meus convidados.
 Mundofeliz pra quem quer...

Diferenças

As pessoas tem medo da Inteligência Artificial , e eu da Ignorâcia Natural.

sábado, 18 de julho de 2015

Querer ver

Quer ver , né?
Eu também.
Quero ver o outro lado de estar vivo.
E se não ver, não vi.
Mas também não mostrarei o que vi aqui.
Ainda que vejam tudo que pus o olhar.
Se eu não ver o outro lado de estar vivo.
Também o meu lado não saberão.

terça-feira, 14 de julho de 2015

O pisão e o revólver

Pisam no seu pé. Você espera que a pessoa tire o pé. A pessoa tira um revólver. Você diz que a pessoa está duplamente errada. Ela concorda. E então,  para sua loucura, ela dá um tiro no pé. Só que o seu pé ainda está lá embaixo do pé dela. E você não é um super humano. Todos gritam. Você grita e enlouquece. Para sempre. O cara do pisão?  Some pelo beco, e depois de alguns anos dá um tiro na cabeça. É claro que alguma alma caridosa te faz saber, depois.  Que sentido tem isso? Era um louco, depois muitos, depois dois, agora novamente um.
Aí você compra uma arma ...
E ESPERA ALGUÉM PISAR NO SEU PÉ...
Mas tem piores.
Alguns compram, do mesmo modo um revólver, mas saem para pisar no pé de alguém.

domingo, 12 de julho de 2015

lOUCO

mE CHAMAM lOUCO.
rESPONDO QUE SOU RICO, LOGO NÃO SOU LOUCO,
 SOU EXCÊNTRICO.
rETRUCAM QUE NÃO TENHO DINHEIRO, VÊ-SE PELAS ROUPAS DE TAMANHO ERRADO, PROVAVELMENTE DE BRECHÓ.
dIGO QUE SÃO MESMO DE BRECHÓ, E GANHAS ATÉ. qUE MUITOS TAMBÉM ME CHAMAM ASSIM, lOUCO.
mAS NÃO É ENGRAÇADO?
vOCÊS ACHAM QUE RIQUEZA É TER DINHEIRO. e QUE EXCÊNTRICOS TEM MUITO DINHEIRO.
eXCÊNTRICOS SÃO RICOS POR TEREM VIDA DEMAIS PRA  DEIXÁ-LA RODANDO EM VOLTA DE DINHEIRO OU QUALQUER COISA QUE SEJA.
vOCÊ NÃO PODE COLOCAR NADA NO CENTRO DA VIDA DE UM EXCÊNTRICO.
 nÃO TEM CENTRO...
pOR ISSO SER CONFUNDIDO COM LOUCURA, POR AQUELES QUE DEIXAM AS COISAS SEREM O CENTRO DE SUAS VIDAS.
aMOR. cARREIRA. rELIGIÃO. dINHEIRO, ATÉ.
aQUELES QUE PENSAM QUE TEM CENTRO, OU ATÉ ACHAM QUE SÃO O CENTRO, ESSES, SIM. sÃO LOUCOS.
 gIRANDO EM TORNO DE NADA. iNDO PRA LUGAR NENHUM.
cHUPANDO O DEDO NO ÚTERO IMAGIÁRIO, JÁ MAIOR QUE A PRÓPRIA MÃE PERFEITA, AUSENTE POR INEXISTÊNCIA.  PENSAM QUE NUNCA NASCERÃO DE FATO.
e TALVEZ NUNCA MESMO, POIS NÃO OLHAM PARA FORA DE SUA PRÓTESE, ALOCADA ONDE FICA O MEMBRO FANTASMA DO CORDÃO UMBILICAL  E DA MÃE ABANDONADA, AGORA IMPERFEITA E DESPREZADA, MAS REAL.
tALVEZ  ABORTEM E DESAPAREÇAM NO ÚTERO IMAGINÁRIO, ANTES DE SEREM EXPULSOS, MORTOS PELA PRÓTESE IMPLACÁVEL . dALI NINGUÉM NASCE SE NÃO QUISER.
tORNADOS, POR COMPAIXÃO, NOVAMENTE EM NADA, SE VÃO.
e ME CHAMAM LOUCO... oS  "sÃOS".
e EU , QUE NÃO TENHO NADA NO CENTRO, NEM DINHEIRO. sIGO RICO!!!
e NÃO TER NADA NO CENTRO , E NEM MESMO CENTRO, É A MAIOR PARTE DA MINHA RIQUEZA.
 eSTÁ ALI E AQUI, MISTURADO A TUDO, PARECENDO COM NADA.
nADA NO CENTRO.
nADA.
sOU RICO!!!
e, SEM DÚVIDA NENHUMA,
SOU EXCÊNTRICO.

..."sãos"...

Cabelo

Finalmete, após 11 anos, meu cabelo cobriu minhas 33 vértebras. Demourou, mas valeu a pena. Amo meu cabelinho! agora posso aparar as pontas e manter desse tamanho pra sempre. Mundofeliz!!! :D

sábado, 11 de julho de 2015

TUDO BEM COM VOCÊ, ASTRONAUTA?

Sim, como a todos que aqui no Fonseca estão.
 Fonsekistão...

O deus membro fantasma do útero materno.

Deus é um membro fantasma do cordão umbilical e do útero (e da mãe) , somado ás memórias dos primeiros estímulos sensoriais e mentais.

Bebê

 A Origem.
Era escuro, e molhado, e morno, e calmo, aquilo tudo que achava ser ele. Estava ligado pelo meio, acima da extremidade inferior, com relação ao seu próprio centro, e abaixo do lugar de maior atividade, mas a ligação era longa e flexível e não o incomodava, antes o mantinha ancorado ao universo , e o nutria também. Não enxergava, ouvia mal, sentia pouco. Mas em todo momento sentia a pulsação que acompanhava o som de batidas quase sicronizadas. A ligação pulsava.
O líquido entrava por todos os lugares da cabeça. Era estranho o gosto e pegajoso o toque contínuo no flutuar nele.
Havia, em parte do tempo, uma luz que vinha da direção dos sons confusos e mais distantes.
Sentia com a mente, também. Era amado, cuidado, havia pouca variação de humor, como se o universo emocional respeitasse e preservasse as emoções suas.
O tempo era dividido em sentir e imaginar, e sentir e sonhar. E tudo era calmo, pois não acontecia o perigo, que sequer conhecia, e nem tampouco o abandono. Sentia-se observado e cuidado todo tempo.
 Na maior parte do tempo, era só se mexer e vinha de imediato a resposta.  Por sobre aquela parede flexível que o encobria por todos os lados. Raramente conseguia tocá-la quando esticava as extremidades. Nestes momentos ouvia sons de fora (agora já sabia que havia lá fora), sons agradáveis,  sentia alegria. E que alguma coisa tocava aquela parede com extremidades como as suas, só que gigantescas, podia sentir sua pressão fora da parede, leve e segura.
 Quando não havia resposta, imaginava que o universo, assim como ele, dormia e sonhava. Mas estava imerso no universo, este não o feria enquanto dormia, nem o abandonava.
Nunca havia fome, nem dor, nem frio ou calor extremo. E sempre havia o toque do universo em seu limite externo. Sua pele.
 O tempo era longo mas ininterrupto, pois muito pouco mudava entre as piscadas e os movimentos dos olhos. Toda mudança era percebida principalmente pelo sentir da mente. Pois todo o resto era aparentemente mais difícil de controlar. E nunca era necessário esforço para controlar a mente, até então.
Numa dessas sessões de tempo em que o universo estava acordado, teve sua primeira experiência com o perigo. Foi uma sensação de preparo. Subconsciente, mais rápida que tudo que já havia pensado. E em seguida os sons externos ficaram ainda mais confusos, enquanto que as batidas aceleravam e a temperatura diminuía lentamente. Senttia agora todo  o universo tremer fora. Tudo parecia terrível e havia estampidos e explosões, juntamente com luzes fortíssimas. E de repente tudo se aquietou de novo. A temperatura voltou a subir e o universo parou de tremer. A sensação de frio preparo parou, e aquela que seniu depois, que era o medo também. Voltou a se sentir bem.
Foi a primeira vez, talvez  pelo movimento,
que sentiu um ligeiro incômodo no cordão que o ligava, e assim o percebeu melhor. Era a parte mais longa do seu corpo, e se estendia até os confins do universo interno.Talves até a parede!
 Com a calma e o passar do incômodo, percebeu que o universo dormiu. Teve sono e ainda enquanto se perguntava o que teria acontecido no universo exterior, adormeceu.
 Passou a dormir mais tempo, para sonhar mais. Com o que sonhava ainda não sabemos.
 Os tempo então passou mais rápido, e sem perceber, chegou até o momento do seu nascimento.
 Que coisa terrível era aquilo. Tudo estava mudando. A temperatura, e o humor do universo. Parecia que o universo iria se acabar. Se contorcia e se comprimia sobre ele. Sentiu muito medo. Via luzes e sons parecidos com os de sempre, mas não as reconhecia. O som do universo gritava, enquanto sentia extremidades anteriores de outra pessoa empurrando. Uma pessoa maior universo!
 O líquido que cobria sua pele estava indo-se, tudo ficando apertado, empurrado pelo universo, para a parede externa! Sentiu que o substrato abaixo do piso ia se abrindo,  e que na verdade era uma passagem, mas para onde? Sem poder evitar, e já desejando sair daquela situação , fosse para onde estivesse indo, escorregou os ombros pela abertura, sendo recebido por algo  que não tinha cor,
parecia branco, mas não era. Sentiu da luz morna. Era frio. Nunca havia sentido frio antes.
Uma daquelas coisas sem cor, que tinham extremidades iguais as suas, que sentia , mas não enxergava direito, o pegava pelos calcanhares . Sentiu uma das extremidades do sem cor bater no seu traseiro. Também nunca havia apanhado. Chorou.
Sentiu seu interior e seus olhos queimarem, e percebeu que nunca enxergou direito, Era tudo embaçado. E que ao aspirar tudo agora queimava e era seco. E sentiu cheiros.
Assustado e sentindo coisas que nunca sentira antes,  teve sua ligação com o universo cortada friamente, e após passar por uma rápida limpeza , foi envolvido num pano e colocado nos braços de sua mãe, que também não sabia o que era, mas que se parecia com os sem cor, apenas era , em sua maior parte , branca.
 E foi também nesse momento que teve sua primeira experiência externa de reconhecimento,


O colo.
 O lugar era branco. Seco como o ambiente. Sua garganta e pulmões ainda queimava. Não flutuava, como antes, pois algo o puxava de encontro aquele substrato branco. Não ouvia bem, os sons pareciam altíssimos e totalmente diferentes. Não havia mais gritos, senão o seu choro. Sentiu aquele ser puxar o tecido seco que puxava o substrato, e foi então que e teve o primeiro contato com um seio.
 Sentiu que a textura daquela superfície era maravilhosa, e tinha um cheiro perfeito. A coisa esfregou a extremidade daquela bolsa de pele macia em sua boca. Encaixou. Quanod tocou sua língua pela primera vez, o reflexo o fez puxá-la para trás, criando um vácua entre o bico do seio e ela. Sugou. E veio então a melhor sensação do dia. Dali vertia vida ao ser sugado! Sugou como se não houvesse amanhã. Que sabor maravilhoso! Que sensações incríveis, vindas de tantos lugares que ele  nem sabia que possuia internamente! Seria ele mesmo maior por dentro que por fora?
Enquanto sugava aquela delícia se acalmava. Seus ouvidos se adaptavam aos sons. E então começoua a reconhever a voz que vinha do alto daquela superfície branca. Era a voz do universo!
 Sem parar de sugar, verteu uma lágrima e um pequeno soluço de alívio e felicidade. Reconheceu também a voz mais fraca do universo, mas igualmente gentil, que era a voz de seu pai, ainda que não soubesse, e que esteve o maior tempo possível com sua mãe durante a gravidez, e finalmente agora no parto.
 Para o bebê, eram todas as vozes, vozes do útero, o "universo". E todas as coisas eram uma só. Unidas a ele pelo cordão umbilical, "a ligação".
 Como para os homens das cavernas nos primeiros tempos humanos. Desenhavam na parede. Feriam o inimigo desenhado, que eram a comida e os predadores. E assim, pensavam que teriam melhor caça e até matariam seus concorrentes naturais.
 Monistas, pois tudo era uma coisa só. Como bebês no útero.
 Este foi o princípio da superstição humana: A ignorância da realidade, somada a imaginação infantil e o desejo de retorno a um ambiente seguro, escuro mas com luz confortável, de sons e imagens mais simples e óbvias. A nutrição fácil, a falta de esforço, o tempo infinito para o passado, e ininterrupto para o futuro. As vozes do universo sempre gentis e suaves.  Um bom agora e longo agora.
 Mas agora tudo havia mudado.

O berçário.

Acordou numa superfície menos macia que aquela que vertia vida. Fora despertado pelo som do choro de outros bebês. Ele não podia vê-los nem tocá-los, apenas suas vozes estridentes. Aquelas vozes o faziam se lembrar do parto, então também chorou.
Logo veio a enfermeira que gentilmente o pegou e o levou para o quarto de sua mãe. Ao ouvir sua voz, seu coraçãozinho disparou, e sentiu também uma sensação estranha por dentro. Também não sabia o que era. Era a primeira vez que a sentia. E era horrível, piorando a cada segundo. E chorou novamnete.
-Ele deve estar com fome, mãe.- disse a enfermeira gentil- Dormiu bastante!
A mãe tinha a voz consada;
 Meu filhinho Bentinho!- Disse colocando o seio em sua boca- Filhinho amado da mamãe!

                                                                                                       
               




































































































































































































































































































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continua.                                                                                  

sábado, 4 de julho de 2015

NADA!

Tem momentos na vida que se você se esquece que está nadando,
Começa a pensar que está se afogando e pára.
E então morre.
Então, NADA!

Persistência

Um dia vou deixar tudo isso pra trás,
O cômodo mofado e sem lage,
O assobio do guarda na esquina e do maldito passarinheiro atrás da casa.
O barulho dos caminhões e ônibus dentro do quintal do vizinho,
E a igreja evangélica sem proteção acústica.
Entrando pela janela do banheiro.
O avião passando dentro de casa.
A casa noturna de pagode.
O vizinho que tortura sem piedade,
 Mas dá bom dia, na maior cara de pau.
A voz do ódio destilando veneno enquanto faz as unhas.
A impossibilidade de fugir desse inferno todo.
Volta a furadeira a atrapalhar meu poema.
Não parece lógico que uma furadeira as 8:00 da manhã de sábado na janela do vizinho é um mau feito?
As vezes cabelos brancos não dão nenhuma sabedoria.
E ter família nenhuma responsabilidade.
O outro é que tem que se controlar.
De que adianta o santinho no quintal, e o inferno na vida alheia?

A pobreza vai ficar pra trás,
A tristeza de saber para quem a minha música escapa pelas paredes finas quando dou o melhor de mim,
Prefiro não tocar, quando não preciso.
A dor dos gritos nas crises.
Aqui não há  santos.
Saber que me ouvem passar mal, e vibram.
Também sou tentado a comemorar suas infelicidades, prefiro não fazê-lo.
Me entristeço.
Concentro-me.
Tenho planos.
Me fortaleço.
Me alimento bem e não bebo.
Aprendo a lidar com as crises e a alcançar ajuda ,
Até do governo!
Já que a família me deu as costas.
E sigo em frente com minha amada.
Testemunha fiel do que escrevo.
Companheira infatigável na luta pelo sonho que se inicia na sobrevivência.
Um dia vou esquecer o número 955 da Alameda São Boaventura.
Não vou levar nenhuma mágoa.
Deixarei tudo aqui, nessas palavras.

 Partida.

Partirei com minha amada.
Este lugar não é meu.
Aqui não tem lei...
Um dia isso também ficará para trás.
Disso eu sei.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Tal qual

Glória ao nada e a tudo que o mereça, tal qual.