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sábado, 27 de agosto de 2016

Olho no trato, pois tudo é tato.

Tudo é tato e nada se toca. Todos os sentidos não podem te dar um rumo , se você não tiver ao menos uma direção a seguir. O mundofeliz está no reicomeiço. O finício era só uma in pressão que antescedia ao reicomeiço. Agora já passou. Mundofeliz!

domingo, 21 de agosto de 2016

QUEM ESCREVEU ESSA MÚSICA?

EU IA PARA O CÉU , ANDANDO DEVAGAR. 
MAS VI UM ASTRONAUTA ENTÃO RESOLVI VOLTAR
'Eu sou um vampiro doidão' 2 x
Eu passo o dia fumando e de noite , leio no meu colchão.
O tal do astronauta , que veio lá do céu.
Disse que era daqui, mas não tirou o seu chapéu.
'Eu sou um vampiro doidão' 2x
Eu passo o dia dormindo, e de noite , fumo um baseadão.
Voei pra outro planeta , só pra poder voltar.
Parei ali na lua, pra fumar antes de chegar.
"Eu sou um vampiro doidão"2x
Se o foguete explodiu, ainda bem que eu nasci no inverno.
Escrevi esse versinho pra você no meu caderno.
"Eu sou um vampiro doidão"2x
Fui de jangada pro sótão, e no alpendre estendi meu colchão.
"Eu sou um vampiro doidão"2x
Por que eu desci de elevador, mas foi no disco que encontrei a solução... 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Eu morri num sonho.

Foi num sonho que eu morri.
Era minha casa.
Tinha um balcão de cozinha americana, o lugar era escuro até o teto e não havia colunas na sala.e tinha paredes eram de uma cor irreconhecível, por causa da penumbra.
Vi um homem todo de preto e mascarado, em pé no corredor, e toda minha família bem estava atrás de mim. Quando ele saltou para passar, eu tomei sua faca, que não sei se era dele, mas sei que era de cozinha e que era azul marinho, pois era muito comum aquele cabo de plástico preto, igual a todos as outras que se vendem em faqueiros baratos.
Ele contornou o balcão da maneira certa, mas eu era muito mais rápido. Então com a mesma arma que tentara me matar, eu o matei.
Enquanto seu sangue se esvaía, eu chorava nos braços da minha família, agora protegido. E foi assim que eu morri. Chorando, quando uma parte minha matou um desconhecido invasor.
Quando os policiais médicos forenses chegaram, o algoz já estava morto. Examinaram então a arma, o balcão, e a parede e interrogaram a família, e tudo  mais que era de praxe no ofício de médico legista. Principalmente aqueles objetos em que o sangue havia se esparramado.
"Foi legítima defesa do vítima pela sua famíla", concluíram. Apesar do ladrão ser um Houdini. Não contavam que aquele fosse um lúcido sonho de um velho fuzileiro aposentado, que eu nunca mais quis e nem poderia ser, dado ás mãos atrofiadas em serviço, mas que sabe que do lado de lá é confundido, como se não tivesse se tornado hippie. Quem teria sido o bandido?
Foi o sonho do Mundofudido.
Eu nunca quis matar ninguém, nem em sonho...
E que alívio que tudo não passou de um sonho.
Aquilo era um sonho.

Eu morri num sonho.

Foi num sonho que eu morri.
Era minha casa.
Tinha um balcão de cozinha americana, o lugar era escuro até o teto e não havia colunas na sala.e tinha paredes eram de uma cor irreconhecível, por causa da penumbra.
Vi um homem todo de preto e mascarado, em pé no corredor, e toda minha família bem estava atrás de mim. Quando ele saltou para passar, eu tomei sua faca, que não sei se era dele, mas sei que era de cozinha e que era azul marinho, pois era muito comum aquele cabo de plástico preto, igual a todos as outras que se vendem em faqueiros baratos.
Ele contornou o balcão da maneira certa, mas eu era muito mais rápido. Então com a mesma arma que tentara me matar, eu o matei.
Enquanto seu sangue se esvaía, eu chorava nos braços da minha família protegida.
Quando os políciais médicos forenses chegaram, o algoz já estava morto, examinaram a arma, o balcão, interrogaram a família, e tudo  mais que era de praxe no ofício de médico legista. Principalmente aqueles objetos em que o sangue havia se esparramado.
Foi legítima defesa do vítima pela sua famíla, concluíram. Apesar do ladrão ser um perito. Não contavam que aquele fosse um sonho de um velho fuzileiro aposentado, que eu nunca mais poderia ser dado ás mãos atrofiadas. Quem teria sido o bandido?
Foi o sonho do Mundofudido.
Eu nunca quis matar nem em sonho...
Mas Mundofeliz é pra quem quer, né?
Mundofeliz!!!
Feliz, sim!!!
"Aquilo era um sonho."

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Um dia sonhei que andava em uma fila única.

que tinha uma porta triangular que levava ao céu, mas eu vi um meio careca na fila, então vieram dois anjos enormes e me tiraram a roupa branca. Então me disseram que eu podia ver os cento e vinte e seis da frente da fila, pois eu estava prometido pra entrar pela mesma porta que eles. Quando acordei desse transe dormindo acordado, vi um dos meus pastores, que me olhava nos olhos , e outro estava do meu lado esquerdo. Fiquei tranquilo. Foi apenas uma visão dentro de uma igreja evangélica... Os dois eram brancos um meio careca e outro usava óculos, um tinha cabelo comprido. a pastora tinha o mesmo nome que minha mãe , mas ninguém tinha o nome do meu pai. Dois pastores eram negros, e os outros eram presbíteros e diáconos. Eu era só aprendiz de ministro de louvor, pregação, instrumentos e etc, pois eu era tão burro que não conseguia passar a transparência do hino de louvor, mas quando eu cantava todos ouviam, sim eu tinha uma bela voz e tocava mal o sax, e sempre falei tudo errado...
E tudo isso me trouxe a nunca mais ser evangélico, mas amar todas as religiões e seres humano do planeta . Um dia eu sonhei que andava em uma fila única... Sim , eu sonhei acordado, e não me arrependo, pois não consigo, e eu sempre acho que estou certo... Mas pra isso tem remédio. Mundofeliz.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

cabo da cereja.

um dia eu mostrei para duas pessoas que sabia colocar a cereja dentro da boca e depois devolvia o cabo da cereja amarrado. acho que isso gera inveja em homens e mulheres, mas foda-se. não tenho como não ser eu. me aceito.  bejin no ombro prazamiga tudo!!! mundofeliz!!! pra quem quer!!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Onde está o Michael das ruas ?

Eu me lembro de andar pelas ruas como quem não quer nada. Ia ao supletivo em Niterói , mas não queria uma maneira fácil para estudar. Não queria nada, e isso era muito estranho. Parecia feliz e isso era assustador, e olhava para as pessoas que vendiam ervas e coisas assim , mesmo sem querer comprar nada do que vendiam.
Eu andava nas ruas com os meninos de rua, sendo filho de professores, pastores e doutores, neto de alfaiates e costureiras e comerciantes. Eu caminhava nos trilhos do trem me equilibrando e também contando os dormentes e correndo, e me banhando no rio sob os trilhos. Quebrava as pedras da linha nos trilhos de noite e com o pó fazia cerol de pipa, pra de dia .
 Mas todas as pipas em Pindamonhangaba tinham rabiolas, apenas em São Gonçalo haviam pipas sem rabiola,
Meu pai sabia fazer uma pipa com rabiola , mas não funcionava bem pois não dibicava e nem virava pra onde a gente queria , mesmo que colocasse mais rabiola. Era uma mistura de arraia com cortadeira e meu pai chamava aquilo de Maranhão. Devia ser o nome daquilo no paraná, onde nasceu. E eu gostava de fumar no telhado , era parecido, mas não era igual soltar pipa pois ninguém controla a fumaça como faz com o papel. Também observei isso.
 Eu me lembro do cara que era fã do Michael Jackson e que havia passado um clareador no rosto, ou algo improvisado para o fazer parecer mais branco, e usava chapéu e peruca , como seu ídolo, mas não queria ser famoso. Ele apenas queria ser igual ao Michael, e por isso possuía aquelas horríveis cicatrizes de queimadura no rosto e o chapéu de isopor fino na cabeça, andava descalço , ou de chinelos no centro de Niterói. Também era estranho que gostasse tanto daquela cidade , mesmo estando sujo e descalço e com um chapéu tão barato na cabeça. Aquele cara parecia um alien. Gostaria de saber o nome dele, ou o que aconteceu com ele, mas aqui tem muita gente assim, trabalhando na rua e sentando no chão, ou em pé vendendo nas banquinhas. Tinha também algumas pessoas que vendiam com cestinhas , mas esses não tenho visto mais, os bombons vieram antes da bonequinhas, e o os lápis, esses era vendidos nas mãos como rosas, mas são todos ecos do cara do amendoim salgados que carregava o próprio forninho, muito tempo antes da empada e da pizza  de carrinho.
 Mas eu olhava seus olhos quando passava segurando a mão da minha mãe, e não havia nele o talento que o tornaria um MJ. Pois ele tinha o olhar de criança de quem nunca havia conhecido nada além daquele lugar perto das ervas, na calçada. Ele era bonito de olhar, assustador de olhar. E vendia ervas. Mas nunca soube nada dele, só que parecia estar no lugar errado, ou muito longe de casa. E que deveria ter sido melhor cuidado na mente pra não querer ser igual a famosos a ponto de se machucar, e sumiu. Como acontece com muitos ambulantes. Eles andam...

BAGULHO SOLTO

eSTAVA NA BEIRA DA PRAIA .QUANDO UM AMIGO CHEGOU
E POR CONSCIDÊNCIAS DO INFINITO O MEU CAMELO QUEBROU
E LOGO O AMIGO QUIS SABER POR QUE O CAMELO QUEBROU
E EU RESPONDI SEI LÁ ,O BAGULHO SOLTOU...
O BAGULHO SOLTOU, O BAGULHO SOLTOU. É , O BAGULHO SOLTOU...

dESCEMOS ENTÃO PARA A PRAIA E SENTAMOS NA AREIA
E LOGO AO NOSSO LADO SURGIRAM DUAS LINDAS SEREIAS
CABELOS SOLTOS AO AR E O PERFUME DELAS PURA ALQUIMIA
ENQUANDO O BAGULHO QUEIMAVA E NA MINHA MENTE ESSE VERSO SURGIA
O BAGULHO SOLTOU...
o BAGULHO SOLTOU, O BAGULHO SOLTOU... ESSE BAGULHO SOLTÔ...
( ESSA MÚSICA É MINHA DO PABLO CARIOCA , DO MONKEY BOARD, E DO MANO KUSH, E FOI ESCRITA NA CAVERNA DO BIN LADEM NA CANTAREIRA EM 2010)

sábado, 6 de agosto de 2016

UM DIA, UM FILHO DA PUTA

ME DISSE QUE EU FOSSE UM FÍGADO. EU AINDA LHE AGRADEÇO, E DEVOLVO O ELOGIO... :/

eXISTEM CERTEZAS

EXISTEM CERTEZAS ABSOLUTAS QUE SÃO APENAS DÚVIDAS IDIOTAS, PARA AQUELES TEM TAIS CERTEZAS FALSAS...

homenagem a Son Goku

As esferas do dragão estão escondidas acima do chão.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Hippie

EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE BRASILEIRO. EU SOU APENAS UM HIPPIE 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O FLASH BACK DO COGU

Era fora de estação. Cidade vazia. Eu continuava fazendo tudo de errado. Três dias cheirando quinze gramas de cocaína cozida no forno, só no suco de laranja. Dançando com facas. A BAD DAS BADS.  Assustando até que sabia que eu era pacífico.
 E não era um pico. Era um planalto. Pois eu havia tomado um chá com 150 cogumelos 4 dias antes, quando comprei batas nigerianas. Meu cabelo estava redondo como uma árvore depois que eu deixei a Marinha. Acordei e pedi um misto quente e mais um suco. Comi como se tivesse saído de um deserto. A fogueira apagada ainda tinha as cinzas. Lembrei que tinha uma fatia inteira de cannabis prensada na cama, umas cinquenta gramas. Corri até lá e peguei um bom pedaço, fiz o beck e voltei fumando, mas esqueci o isqueiro no quarto.
 Quando cheguei nas cinzas de novo, tava tocando Live, Pain lives on the river side. E eu comecei a rodar com o cigarro na mão, fazendo um tufão de fumaça verde, e de olhos fechados. Por um segundo abri os olhos pra fumar a ponta, enquanto minha cabeça rodava, vi três pessoas descendo rumo ao rio. eram três hippies: Um ruiva, um branco de cabelos perto dos ombros e calças de couro, e o outro era um negro de chapéu. Pareciam Janis , Jim e Jimi. A ponta estava apagada, então corri até o rio pra pedir fogo aos hippies, eu também me achava hippie, mas acho que ainda não sabia o quanto...
 Quando cheguei na beira do rio não tinha ninguém. Zero. Nada e a natureza. Subi de volta confuso e com a ponta na mão. Essa porra é o flash back do cogu, pensei.
 Parei então no fogão a lenha que era na porta do quartinho de um amigo. O fogo estava há muito apagado, então me sentei na beirada e com um fósforo, que havia ali mesmo, acendi a ponta e fiquei pensando no que teria sido aquilo.
 Tinha uma porta de um lado, e outra do outro do fogão. O caminho que descia pro Poço do Hipopótamo ficava na frente. Mas isso faz muitos anos. Mais de vinte.
E então apareceu outro hippie. Igualzinho o John Lennon, mas com um chapéu africano na cabeça, que nem o do Jimmy Cliff! Eu me sentia em outra dimensão, num mundo paralelo. Parecia tudo distorcido mas eu estava bem, e sem saber o que fazer nem dizer nada, ofereci a ponta pra ele com um gesto. Ele pegou, deu um belo tapa. Fez aquela cara de quem gostou do beck e me devolveu. Eu fiz um "joinha", todo orgulhoso,  pra ele, e ele fez um sinal de paz com a mão aberta, e aí saiu pela outra porta.
 Eu fiquei pensando "Que cara legal né? deveria ter perguntado o nome dele..." e então sai correndo pela porta pra isso, mas o cara sumiu. Sumiu. Não dava tempo dele ter chegado até o portão, mas mesmo assim foi até lá. Nada. Desci a rua e fui até a praça, perguntando se alguém tinha visto aqueles hippies por lá.
 "Zé, é fora de estação... Não tem ninguém na cidade. só você. Você deve ter visto os espíritos dos hippies." - Era o que me diziam...
 Voltei confuso pro camping, duvidando de mim mesmo.
Até hoje eu sou encucado com aqueles hippies. E aprendi também a ir mais devagar com as comidas preferidas. Até larguei o pó e passei a ser extremamente esporádico com cogu... Redução de danos, manolo.
 O silêncio daquela viagem me ensinou muito. Mas a música, pra mim , foi o gatilho.

cONSELHO DO TITIO DON ASTRO

O ÚNICO CONSELHO DO TITIO DON ASTRONAUTA BEN CAETANO, PAPACINO DA IGREJA QUÂNTICA DO MUNDOFELIZ, É QUE VOCÊ, QUE ESTÁ LENDO ISSO, NUNCA E DE MANEIRA NENHUMA RECITE O MANTRA DO AMOR UNIVERSAL. DE NADA.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

tOSCAS

uM DIA O DISCÍPULO MAIS INCRÉDULO PERGUNTOU AO MESTRE MAIS DEDICADO QUAL ERA O DEUS MAIS TERRÍVEL E QUE NUNCA DEVERIA SER DESPERTADO OU CONTRARIADO.
eLE COÇOU A CABEÇA , PENSANDO EM TODOS OS DEUSES QUE CONHECIA, E FINALMENTE RESPONDEU:
 AQUELE QUE FAZ PERGUNTAS AO INVÉS DE DAR RESPOSTAS.
o DISCÍPULO INCRÉDULO NUNCA MAIS DUVIDOU, E ASSIM SE TORNOU MESTRE EM DAR RESPOSTAS, E NÃO FAZER PERGUNTAS TOSCAS TAMBÉM.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

dEU NA PRÓPRIA CABEÇA

"Vamos lá, Zé do Fino, nos ajude a destruir a casa do D. Luiz Rasta."
"Mas porque, Makandal, se a casa é tão boa de dormir?"
"Porque eu quero reformar, pra ficar melhor do que está."
Não entendi, mas a casa era dele. Todo lugar era dele. Eu só estava ali pela primeira vez, e já havia ganho estadia de graça, então fomos lá.
Expliquei quando estavam jogando as telhas:
"Olha minhas mãos são atrofiadas assim. Se você jogar as telhas e elas estiverem pra baixo , vão cair. Mas se estiverem para cima, eu seguro, pois consigo movimentos de supinação , mas não de pronação, por causa das atrofias."
Já sabem que alguma telha logo caiu no chão , né? Então achou-se melhor que eu não pegasse as telhas no desmonte, mas que ajudasse derrubando tudo com a sexta-feira, já que o pau-a-pique não aguentaria os braços de um fuzileiro de férias e recém formado. Começamos a demolir.
 Mas aí a sexta-feira resolveu mostrar porque tinha um cabo tão grande.
 Eu bati a primeira vez e derrubei meia parede, todo mundo se animou, mas eu tinha escrito uma frase na parede seguinte, com um desenho da minha mão contornada, escrito:
"Mãos no trabalho são uma prece muda"
Uma frase de Amália Franco , que  havia aprendido num centro espírita kardecista. E fiquei com pena de derrubar. Então dei a volta e fui bater pelo outro lado. Quando desci o braço pra bater a primeira, a mão mais fraca, que é a que tinha sido contornada, tremeu. O cabo da sexta-feira agarrou-se no pau do pau-a-pique, e a sexta-feira voltou com toda essa força na cabeç a do Zé do Fino. Pow!
O Zé do Fino agora parecia um foguete, correu no tanque e deixou correr a água do Rio do Sana, gelada, de manhã antes do sol bater daquele lado da pirâmide. A água gelada deve ter ajudado, mas o que os outros que viram o corte acharam é que estava feio. Foi o que o Cream e o Caroço disseram:
"Tá feio."
O Makandal disse pra levar ele correndo atrás da igreja que a Raquel poderia dar alguma erva pra ele. Eles foram. Chegou lá o Zé do Fino abaixou a cabeça e mostrou o buraco, o Cream e o Caroço ficaram do lado de fora. A Raquel que era uma senhora bonita de cabelos grisalhos, bem hippie mesmo, e também disse que tava feio, mas que tava tudo beleza, tudo legal. Pegou arnica e talvez saião, e macerando  colocou com um pano branco na cabeça do Zé do Fino. E ele se foi com o Caroço e o Cream, de volta pra Jamaica. Quando o Makandal viu ele chegar de turbante verde deu risada pra caramba, e o incrível é que o Zé do Fino também. AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
"A Raquel gostou de você." Foi o que ele disse. Isso também deve ter ajudado.
Por dois ou três dias o Zé do fino ficou andando equilibrando um turbante de ervas, meio verde, meio vermelho, na cabeça. Enquanto fumava trombeta com maconha, pois o "Zé era muito louco." É o que dizem.
 Quando passava na frente da Dona Hilda, ela ria. Um feito! Isso também deve ter ajudado.
O padre só sabia que ele não se benzia quando passava pela igreja. E isso certamente ajudou.
Algumas pessoas diziam que ele disputou com o gaiteiro por uma ponta, à meia noite no Pontilhão, com um saxofone alto que só sabia tocar uma música do Bob Marley.
Que não quis a mina do Cream, e amava mesmo o Caroço, como irmão.
Que devolveu a trombeta de anjo roubada pra floresta , à mando e com bronca do Jamil, O que lhe agradece até hoje.
Que viu Janis Joplin, Jim Morrisson , Jimy Hendrix e até John Lennon, só de back e no flash do cogu e do Benzitrat com Vodka Smirnoff Silver 15 anos, que bebeu com uma galera muito louca por lá, que até Daime com um rapáz que abandonou a igreja ele tomou, assistindo The Wall, e chorou...
E que depois que foi embora, sua mãe apareceu pra procurá-lo.
Que quando ela confirmou que ele era fuzileiro, todos ficaram brancos. Mas que daí ele já tinha ido com o Caroço e outra Raquel de cabelos vermelhos pra Macaé.
Dizem que no começo ninguém acredita nas histórias Zé do Fino.
E que ele entrou pra história do Sana como o cara que não pegava ninguém e que deu na própria cabeça e se quebrou, na sexta feira, lá na Jamaica.
Dizem que depois virou Don Astronauta. Que vendia bonequinhas e trocava risadas e tocava saxofone soprano bem pra burro, mas essa é outra história...