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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

seguesonhos

sigo o sonho e vou sonhando

Astronauta

Eu sou uma continuação de mim mesmo.

Cafifas

Deu muita linha pra aparar a cafifa avuada.
Mas a linha estancou na mão .
Perdeu as duas cafifas, a linha , a paciência, a compostura, e o pôr do sol.
Lá vai um menino puto, xingando, mais cedo pra casa.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ESTRELAS

COMO VER AS ESTRELAS DE HOJE? COMO ESPERAR PELAS DE AMANHÃ? SÓ O PASSADO DAS ESTRELAS É CONHECIDO POR NÓS.

sábado, 1 de dezembro de 2012

sEM EXPLICAÇÃO

Procuro uma pessoa que traga consigo a compreensão do que seja fidelidade e lealdade. Pois é díficil nesta época explicar o que são e pra que servem. E só aos que já sabem tem algum valor demonstrá-las. Nunca me disseram que é fácil, mas isso não importa. O que importa é ter amor em recíproca e de ambas as formas.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

pontes

Há uma distância insegura, cercada de névoas e escuridão, entre as ilusões e os sonhos, mas é preciso cruzá-las mesmo assim.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A maior viagem

A maior viagem é a que realizamos juntos.

sábado, 17 de novembro de 2012

A lua pra ela.


Trouxe a lua pro meu amor secreto.
 Pra que assim ela não duvide do meu amor.
 Mas não sabia como entregar,
 Fiquei achando que ficaria estranho alguém levando uma lua pra entregar pelas ruas,
 Acho que algo assim não passaria despercebido e logo logo todos saberiam que eu a amo.
 E obviamente ficariam sabendo quem é ela,
 Pois acho que é difícil esconder uma lua assim brilhando de amor em casa.
No mínimo os vizinhos iriam ver.

 Levei de volta a lua pro mesmo lugar e coloquei lá bem alto.
 Ninguém ficou sabendo que era pra ela,
Ninguém entendeu ´porque ela sumiu e apareceu no mesmo lugar do céu,
Assim na mesma noite, rapidinho.
Meu amor continuou secreto,
Mas agora sabe que é a dona da lua
e do meu coração.

foto do C.U.B.

Projeto prisão aberta.

É preciso ser livre deste planeta. Mesmo que seja pra continuar nele depois. Mesmo que seja pra continuar amando-o e compreendendo-o de uma maneira inesperada. Mesmo conhecendo seu encanto e não mais por ele se encantando mais que por todo o multiverso. O encanto agora é presente, ausente , diverso e ainda assim o mesmo. É preciso ser livre do multiverso também, e da mesma maneira. Ou não.




*p.s. sempre compreendi esse ou não como " vc pode e deve discordar disso se discordar disso, mas não por outro motivo, ou não...", mas uso a forma curta mesmo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

morte.

Pessoas não morrem , pessoas se abstraem

domingo, 7 de outubro de 2012

Eleição

Hoje é dia de eleição.
 E eu decidi que não vou votar,
 ou vou votar em quem ou quiser,
 ou ainda vou votar em quem você não quer.
 Eu vou ficar em casa,
 eu vou votar em um milhão de lugares diferentes.
 Eu vou votar em mim.
 Eu vou votar em você.
 Eu vou anular em branco.
Eu vou apertar o verde , o vermelho , o branco , o preto.
 O vou dar o voto dourado.
 Eu vou desapertar até soltar.
 Eu vou guardar segredo.
 O voto é secreto.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

THE CUBESPHERE(SPHERECUBE)

IT'S ALL ABOUT WHAT IS INSIDE, AND NOT AROUND THE CUBESPHERE, IN EVERY DIRECTIONS. OUT THERE THERE'S NO OUT THERE, JUST INSIDE THERE. IN FEACT UNDER THE INSIDE PERSPECTIVE, THERE'S NO SPHERECUBE EITHER. ONLY THE INFINITE.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Era uma quarta feira.

Era uma quarta feira quando encontraram finalmente o Bózon (de Higs) e eu resolvi comemorar com uma serenata ao ar livre para a ciência. Assentei-me no meio da praça e havia bastante público, mais de 50 pessoas que circundavam atentos, mas não à mim. Era final da Libertadores e o Corinthians estava na final. Todos estavam de costas para mim, para o saxofone, para a música e para a ciência.
 Isso em Niterói, RJ. A maioria não estava torcendo para o Corinthians, estavam azarando o jogo.
 Toquei por cerca de 30 minutos, músicas clássicas da mpb e rock tbm. Depois parei e torci para o Corinthians, que ganhou o jogo.
 Dei uma canja maravilhosa com Ivo vargas e Claos Mósi no São Dom Dom. Foi lindo mesmo.
 Ninguém parecia se aperceber do Bozón ou da Ciencia, mas ali todos ouviram com a tenção o sax e a música. Graças ao São Dom Dom!!!
 Eu fiz um show na praça para mais de 50 pessoas de costas assistindo um jogo para o qual torciam contra.
 AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
 qUAL O SENTIDO DISSO?
Nem tudo precisa ter sentido para todos.
Nem o Bózon(de Higs), nem o sax, nem a ciência...

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

muito pouco

Gritarei até ficar rouco.
É POUCO!!!

O segredo contado para ninguém

Se eu falasse e ninguém ouvisse,
Teria eu não falado?
Seria melhor ter me calado?
Mas falei.
O que disse? 
Niguém ouviu.
Azar.Também a maioria das ondas não é ouvida por ninguém.
E nem por isso param, por um instante sequer, de falar.


Na vida há duas escolhas:
1-viver
2-respirar.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Lua

Lua, pertinho e não tem quase ninguém. Mas já é um bom ponto pra seguir além!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O motivo e a razão.

O motivo de eu estar feliz é por eu estar feliz.

sábado, 5 de maio de 2012

Pseudo Soneto dos Sonhos


Pseudo Soneto dos Sonhos
Aqui é o sul
e o norte é lá .
 Tal em cima como em baixo,
 tudo está em seu lugar.

Do norte ao sul,
que seja tudo belo
 debaixo do azul,
tocado pelo amarelo

e que a vida rumo à morte siga,
enquanto alguns observem,
rezem ou façam figa

e que a morte faça o contrário
 e caminhe para a vida.
 E que bons ventos a levem.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sonhe

É preciso que você sonhe para que seus sonhos sejam reais. Sem isso, sequer existem, e assim realizas sonhos alheios sem saber. Enquanto os seus são abortados.

A luz

 Foi nos idos de 1995 que eu estava em minha casa, no condomínio Eldorado na Rua Riodades 145 bloco 1 apartamento 803. Ficava bem do lado da piscina e de costas para a frente do edifício.
Naqueles dias eu dormia mal. Estava passando por crises de pânico, que causaram uma crise de abstinência(já que eu não saía para me drogar), que causaram uma crise existencial, que me causariam em pouco tempo uma crise de sanidade.
 Eu estava dormindo quando abri os olhos e vi que sobre mim estava uma luz que cobria todo o meu corpo e se extendia além do meu campo de visão. Era uma luz flutuante que se movia como água, mas brilhava como fogo com uma cor de ouro verde que eu nuca vi igual. Sustentava-se no ar a luz líquida, sobre minha face e meu corpo a menos de um antebraço de distância. Parecia que me sondava, que me observava, que me amava e por isso estava ali tão perto. Não resisti e estendi o braço para tocá-la, mas então acordei.
 O meu quarto estava escuro e só. Meu braço estava levantado e eu me lembrava de abrir os olhos pela segunda vez. Uma sensação de inexplicabilidade era a única passageira do meu peito naquela hora. E aparentemente tudo fora um sonho. Mas eu nuca me lembrei antes de ter aberto os olhos num sonho, nem mesmo de ter piscado os olhos , nem mesmo de que tinha olhos.
 Como estava nítido,desde o segundo despertar, que me lembrava disso por duas vezes, ficou em minha mente essa pergunta para sempre.
 Você já se lembrou de haver piscado os olhos enquanto sonhava? Ou mesmo de que tinha olhos enquanto via tudo que viu?
Você já viu a Luz?
( É da cor da Aurora Boreal)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mentira

Uma mentira dita desde a infância torna-se uma certeza.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Astronautabc no divâ de casa.

Me considero aquele cara feio, chato e sem talento que é bom de ficar perto, por que as mina olha mais pra gente que pra ele. Tenho algum tipo de anorexia mental as vezes também, quando acho que estou inteligente demais e aí começo a evitar pensar e a vomitar besteiras que ainda não digeri.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Quem sou

Estou sempre no lugar certinho entre isso que sou, o que não quero ser, e minhas idéias. 

domingo, 1 de abril de 2012

Estima

Subestimar uma pessoa é ser arrogante. Subestimar um povo é ser estrangeiro.

Olha a cobra!!!

Verdade não existe, é mentira.

1° de abril

Se a verdade existisse, haveria um dia para ela também.

verdade seja dita.

O verdadeiro , pela minha experiência pequena, é sempre algo muito próximo do que chamávamos de verdade, mesmo que isso fosse sempre apenas mais uma mentira pra gente encontrar o que era o verdadeiro.
O verdadeiro sempre , a verdade nunca.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Pra quem escrevo e por que leio.

O paradoxo de você não saber se a pessoa tá falando sozinha e te enganando, ou falando comigo e sendo enganada por ela mesma...

Sinergia.

Se você, e apenas você, for confiável, também sou . E então tudo é possível.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Psicodelia

Geral pira na psicodelia.

o mais o que.

Você tem que ser muito rico pra uns, pra outros tem que ser muito pegador e pra muito poucos você tem que ser muito você.
O que você exige dos outros mostra qual dos três tipos você é.
Talves haja como ser os três mas não estou apto pra afirmar isso.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Perdi a guerra.

Perdi a gurra
Cheguei muito adiantado, pensando ser uma brincadeira.
 Esperando entendiado , resolvi ir ao banheiro para  fazer besteira.
 Só que tinha uma fila tão grande que passou a terça-feira.
Quando voltei já tinha acabado e só restava tudo zuado.
Como não tivesse ali, o que fazer mais.
Voltei então, para minha casa em paz...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Cético .

Ceticismo demais cheira tão bem quanto fé demais...

O que eu fiz???

Das sensações mais estranhas e que eu não desejo para ninguém . Está a de saber o que fez enquanto estava inconsciente por outra pessoa.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Achados e perdidos

Guardo o que  acho de tudo, para não perder o que sei : que nada sei.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Realidade paralela.

"Pessoas enlatadas em óleo comestível."
Parecem-se tanto conosco , menos que não são peixes evoluídos e sim apenas macacos de bando. Fácilmente caçáveis quando vamos fora d'água e lançamos nossas redes. Nossas redes são tão largas que eles não enxergam as bordas. Só sabem que estão presos quando tentam saltar e batem nas grades. . Deixamos estes irem.
Deitados assim parecem-se conosco nos transportes públicos. Apertados nos trens sub-leito-marinho, indo e voltando do trabalho na maior parte das vezes. E outras, já para os que se aventuram em voar fora d'água, para pescar estes deliciosos homens para serem enlatados em óleo comestível, que eu como, insatisfeito, quando chego do meu trem lata , vindo do trabalho de cardume..

Assembléia.

Quando nasci meu pai era pastor. Me lembro de como era na minha infância .
Era oferecido ao pastor o pagamento de todos as suas necessidades e um salário. Telefone( era caro o telefone no final de 70), um carro, combustível, uma casa, escola para as crianças. etc. etc. etc.
Mas meu pai recusou muitos dos privilégio e aceitou apenas um salário e o carro, necessário para fazer o trabalho de ir a casa das ovelhas para ouvi-las. Era considerado um excelente pastor. Ainda é.
Meu pai é um bom exemplo pra mim em muitos aspectos...

Igualador Universal da Paz de Consciência. (para continuar em paz)

Tudo que eu faça nessa vida de notório, comparado com um evento imperceptível, mas preponderante ao equilíbrio constante na balança cósmica ou à sua reviravolta no tempo-espaço, não importando a opinião dos sábios e dos que foram assim chamados, tem qualquer significância. Foi feito sobre um tempo em que o mais importante ainda seria feito, ou mesmo já tinha sido feito. Num tempo de paz. O mundofeliz.

Chato ou engraçado.

Me tirem de perto de mim, que eu não me aguento mais.

Amarelinha

Desenhe a amarelinha com com gis de qualquer cor(pode ser com pedaço de tijolo também).
Começe no inferno.
 Acerte a pedrinha na casa um.
 Pule a casa um e continue pulando para as casa seguintes.
 Vá assim até o céu.
Pode escolher o pé que pula nas casa ímpares, mas terá que usar os dois nas casas duplas.
Continue pulando sempre a casa acertada e pule na volta também.
Repita o processo em todas as casas, indo e voltando, até estar definitivamente no céu.
Ganha quem conseguir primeiro.
Se a pedra cair na linha, faça a meia lua dentro ou fora(e comece sempre por fora).
Para amarelinha é melhor ter uma pedra chata e que não rola.
Boa mira e sorte também conta(pra quando a pedra rola de lado).

 Entendeu ou quer que eu desenhe?

terça-feira, 13 de março de 2012

O rato. *

Eu estava num sonho profundo e não pensava sobre nada. Nada era, naquele estado em que você não está consciente e não sabe nem ao menos quem e nem o que é.
 Eu flutuava com o corpo em meu colchão que ficava sobre o assoalho mesmo , sem nenhuma proteção contra a umidade.
Estava longe e há muito tempo , disso sabia pela medida de tempo do evento do despertar, mas uma música ao longe me puxava de volta. Não sei porque exatamente essa música, dessa cantora, e apenas esse verso. Apenas ouvia o verso se repetindo e se repetindo. Na verdade me lembro ainda de querer ouvir melhor a música e ver de onde vinha.
"...Fura o dedo e faz um pacto comigo... Fura o dedo e faz um pacto comigo... Fura o dedo e faz um pacto comigo..."
 Repentinamente acordei e meu dedo pingava sangue.
 Confuso me levantei do colchão e pulei do leito.
- Tem um rato no meu quarto!!!
 O rato ainda estava ali. Afastei o colchão . Minha mãe percebeu a situação ficou de pé em sua própria cama. Gritava -Mata!!! Mata!!!  Mas eu sou pacifista, não ia matar o bicho por nada. Hoje dou risada ao pensar no cara (devia estar com fome e eu dormi com a mão suja de alguma comida...) e minha mãe gritando.
 Minha mãe pulou da cama e foi para o corredor para pegar a vassoura. Fui até a janela e a abri de vez , pois estava apenas com a frestinha, que permitiu a entrada do camundongo, aberta.
Parece que o carinha entendeu a deixa e pulou detrás do guarda roupas pela janela.
Fui cuidar do dedo e pensei -Agora tenho que ir na merda do hospital... - e aí parou de sangrar. Fui me vestindo. Anotei na agenda. Manter a janela fechada ou comprar um cama. (Comprei a cama, depois.)


*Esta história é baseada em fatos e baseados reais. Qualquer semelhança com qualquer pessoa normal seria mera identificação de possibilidades. Qualquer dúvida pergunte ao rato.

Vergonha na cara?

Eu sou um tímido descarado.
Perdi a vergonha na cara junto com a cara.
Agora mostro o sorriso que sobrou
   e não deixo ninguém me beijar.
Não podem, minha cara está no chão.
Gargalho sem boca,
 Sorrindo, sorrindo!
 Meu sorriso faz tremer os seus pés.
Mas tão fraquinho é o meu sorriso,
Que não ouves,
E sentindo e não atentando,
Simplesmente não podes ouvir com um só.
 Eu canto e o som sai de baixo.
 Eu sopro e ele dá uma volta.
 Não podes ver de onde vem o som,
E o calor do meu hálito.
 E o brilho dos meus dentes.
Será minha cara?
Mas sou um descarado.
Continuo rindo.
Pra que não me beije.
Não seja minha redentora em público.
Pois sou descarado demais e sou tímido demais pra isso.

sábado, 10 de março de 2012

Aputa

Me ama mesmo que me dá algum valor. E só. O resto é só uma desculpa pra me foder de graça.

Asas

Ouvia por sobre o meu ombro , vindo de trás uma voz que gritava:
-Borboleta ! Borboleta ! Sua borboleta!!!
 Mas por mais que desse voltas não via de onde vinha. Pareceia longe, mas sempre na mesma distância!
 Olhava para baixo e para cima , hora parecesse que vinha de cada direção. Rodava para a direita e para esquerda, mas não conseguia ver e nem me afastar, e nem me aproximar dela. Que aflição!!! Seria uma voz na minha cabeça?
 Firmei a vista para ver o que fosse menor , já que longe e grande não encontrasse. E foi por acaso que encontrei, em minhas próporias costas a origem do grito.
Eram uma escaminha de asa, que não se enchergava e por isso me xingava do que ela mesma constituía. A minha asa de borboleta, trazia minha escaminha revoltada, pouco antes de voar descolada, sem da asa alterar nada.
 Descansei a vista e apurei o ouvido. Pois agora, queria ouvir o que diziam, a pena, a escama e o pelo das minhas outras asas...
 Continuar voando enquanto isso.

quinta-feira, 8 de março de 2012

A Mulher

Duas mulheres marcam definitivamente minha memória e vida. Minha mãe e uma outra , que o nome eu não menciono, por puro respeito humano. Minha mãe, que me cuidou e me nutriu desde que, contrariamente aos seu planos, soube que estava grávida e por sua vontade deu continuidade a isso, e a mulher que primeiro me abriu as pernas, esta contrariando os planos de minha mãe para mim. Por incrível que pareça, foi esta a que me fez fixar a outra memória marco mulher...
 Minha mãe usava um D.I.U. (dispositivo intra uterino, que permite a mulher não engravidar e não parir). Mas mesmo assim, resolveu dar continuidade a gravidez e enfrentando todos os riscos, dar a luz a mais uma pessoa.
 Minha memória mais antiga é a de estar me amamentando. Isso mesmo , me lembro do momento em que sugava o mamilo da minha mãe , na mais pura inocência e pureza de uma criança de quase três anos de idade ,no ato de amor filial materno maior.
 Minha mãe me dera um irmão, e por isso, tinha novamente a oportunidade de ser amamentado. Uma grande sorte, já que gostava tanto de leite. Minha irmã, mais velha, não voltou a se amamentar na minha infância, ela desmamou cedo. Eu não, continuei sendo amamentado até três anos e meio. Meu irmão desmamou cedo também.
Minha mãe desde muito cedo , demonstra-me a imagem da mulher que luta pela sua carreira, pela sua família e pela sua própria vida. E do amor e carinho em educar e cuidar. Eu não era uma criança fácil.
Para comer eu corria até a outra extremidade da casa e voltava. Então minha mãe me segurava, fechando as pernas envolta do meus ombros, enquanto que com as mão, já uma segurando o meu queixo, e outra com a colher indo à minha boca e empurrando a comida, me obrigava a alimentação. Me dava um beijo na testa e ao me soltar, eu dava uma nova volta até a extremidade da casa. Tinha fazer isso repetidas vezes para que eu comesse toda a comida, pois eu não ficava no mesmo lugar até o fim do prato. Multiplique isso por toda uma infância e adolescência, minha mãe era uma heroína.
A outra mulher, foi uma empregada e irmã de congregação humilde da cidade Pindamonhangaba . Ou minha empregada , que é como eu falava , até aprender que era empregada de minha mãe na verdade. Porque este era seu emprego. Logo era o que ela fazia, trabalhava para uma família , limpando, cozinhando(ajudando), lavando, passando(tudo isso acho que ajudando também). Era nova convertida e  não devia ter muita fé. Pois foi flagrada numa tarde de verão, sem roupas no quarto das crianças com o menino mais velho. O menino mais velho em questão, que tinha três para quatro anos então, contemplava sua enorme vagina, sua cor interna rósea, em lábios tão diferentes dos que via nos rostos, não sorriam, mas pediam um beijo mesmo assim, seu muco brilhante e cavidades aveludadas, ele a tocava, ela lhe dizia o que fazer, onde colocar a mão, onde meter o dedo. Ela era diferente de sua mãe, sua cor era diferente, seu cheiro, o jeito como falava e olhava pra ele , perto ou longe dos outros, pois mudava. Não se sabe ao certo o que ela sentia, mas  ele não se esquivava, e até gostava. Ela lhe tocava de uma maneira diferente. Beijava sua boca quando ninguém estava vendo, pedia que sugasse o seu seio, de onde não saia leite, mas apenas gemidos, e estava com ele a maior parte do tempo que sozinho ficaria, pois ao redor de sua mãe sempre tinha gente. Coisas de mulher de pastor. Para que seu pai e sua mãe pudessem trabalhar , tínham a empregada. A atitude dessa mulher talvez tenha sido um marcador importante pra que tenha memórias tão remotas.
Mas minha mãe tinha daquelas amigas que batem palmas no portão e saem entrando. E foi assim que descobriram os hábitos deformados da minha amiga empregada. Mas nunca souberam da missa um terço, quando a flagraram só ela estava nua. Apenas tomaram então providências para que não mais acontecesse ( ou tentaram, pelo menos). Colocaram a mulher numa terapia e eu também e passaram a prestar mais atenção nas meninas que colocavam pra trabalhar conosco, após a justa demissão da outra. Agora checavam as famílias se eram amorosas com as próprias filhas, pois a outra tinha sofrido abuso do pai durante a infância.
E agora entram em cena, as memórias das mulheres que não foram nem amantes e  nem mães , mas amigas.
Mulheres que me cuidaram depois de mimado e abusado. Que me ensinaram o contato sem desejo ou amor extremo, e também outros tipos de amor mais sutis. Por amor ou vocação, o contato útil e prazeiroso de uma companhia amiga, mesmo sendo também chamadas de empregadas. Que me auxiliaram a aprender sobre a vida de uma maneira um pouco mais distante fisicamente, mas talves mais próxima da mente calma. Não duravam muito estas , pois eu e meus irmãos não éramos fáceis. E as meninas tinham que ser trocadas de tempos em tempos . Até para que não enlouquecessem.
 E então vieram as amigas definitivas que aliás reconheço em todas as mulheres.
São minhas professoras, e me ensinam sendo, a aprender o que não posso ser, e nem mesmo saber. Que está além do que minha natureza permite. A quem eu devo ouvir para saber o que sentem. A quem eu posso apenas respeitar, admirar e amar sempre, mesmo assim e assim mesmo.
A mulher.
Amo.

O que causa, atrapalha e impede a escrita.

Tudo e nada. Eu e você. Nós fazendo nós.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Mundofeliz e a sinergia de palavras

Quando você diz mundo, automaticamente, vem à sua mente uma imagem do planeta Terra(AINDA QUE MUNDO NÃO SEJA PLANETA), que é gerada no lado esquerdo do cérebro, pelo raciocínio de imagens concretas, mas isso só foi possível na terra após surgir a foto do planeta no espaço.
Quando você diz feliz, de uma forma diferente, seu cérebro evoca a lembrança abstrata do que seja felicidade para você, e isso do lado direito do cérebro , responsável pelas abstrações.
 Quando dizemos mundofeliz , junto, e apenas junto, forma-se uma força sinérgica entre os dois hemisférios cerebrais que funcionam ao mesmo tempo.
Por isso mundofeliz é junto. E isso é uma Novidade histórica, devido a conjuntura de fatores que só se fizeram possíveis, neste planeta, no agora.
Mundofeliz pra quem quer...

Cura-te a ti mesmo.

Enquanto no corpo, os remédios podem ser felizes por você. Mas do lado de lá, qdo o corpo acabar, como é que você vai fazer? O físico , não cura o abstrato. Já o efeito placebo é bem conhecido...

domingo, 4 de março de 2012

de Novo

Revolução sem evolução é morder o próprio rabo.

Livro

Cada página lida é um passo com a mente. Não fique com a cabeça gorda, Exercite sua imaginação.

A mulher sem rosto

Lembrem-se da mulher sem rosto.

A cebola e o sonho.

Uma vez um homem deixou de sonhar porque viu uma cebola que explodiu em mil camadas.

sábado, 3 de março de 2012

CORAÇÃO

Tenho nas mãos o princípio do amor e um coração dividido, mas infinito.

O PROBLEMA

Queira resolver ou não, se vc consegue ver o problema , já faz parte dele...

empate.

Entre eu e eu declaramos o empate e dividimos o prêmio. Quem perdeu foi você.

Liberdade.

Liberte-e-se.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Merda

É uma merda quando vem merda. Mesmo quando é uma merda traquila é uma merda. Mas com merda não adianta, a única certeza é de que virão outras mais.

Solta esse macaco!!!

Os gays tem que sair do armário, que é onde guardam suas roupas. E os ateus tem que sair da estante de livros, que é onde guardam seus livros racionalistas.

releitura

O livro tem todas as letras , mas o livro não se lê.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Unanimidade.

Foi dizendo que toda unanimidade é burra que Nelson Rodrigues se tornou uma.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Os professores deveriam ser os profissionais com melhores condições de trabalho e salários melhores de toda sociedade e tbm os mais abundantes. todas as pessoas deveriam passar pelas mãos deles, respeitando-se a cultura local, é claro. Só assim poderíamos trocar essa sociedade de pirâmide, de base de maioria analfabeta funcional, e pico de conhecimento aplicado em ganância e vaidade. por uma sociedade coluna, que desde a base alcança o teto com a mesma firmeza de baixo acima, e na base e no alto desta coluna todo seriam mestres e todos que adentrassem esta sociedade também sempre alunos, pois os que estivessem no alto da coluna do conhecimento estariam sempre preocupados em descobrir e aplicar modos de como ampliar e reforçar a base da coluna para que o teto seja sempre mais alto, pois a altura do teto é determinada pela altura da coluna, e a possível altura da coluna pela firmeza e amplitute da base. viajei.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Esctória

Enquanto permanescem espalhadas por aí, certas intituições são escória e lixo, apenas esperando o descarte oportuno na lixeira da história. Recicle.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Charada

Quando cheguei e apareci, a ninguém vi , mas não podia ser o primeiro nem o último, pois a cada passo encontrava um igual a mim... Era como sou, pequeno e sozinho, mas conforme ia caminhando, já me tornava, sem crescer nada, maior e maior. E a cada curva que fazia muitos irmãos se uniam. Até que cansado para ficar em pé, encontrei meu irmão maior. Sim meu irmão maior veio muito depois de mim, e a cada curva que fazia com meu irmão, mais irmãos eu tinha. Mas ainda éramos todos como somos, sozinhos e pequenos demais para se fazer de nós qualquer coisa. Finalmente encontramos uma senhora, e ao alcançá-la ela passou a ser o contrário do que era, se tornando nossa razão de continuar. E assim, com cada ex senhora continuarei caminhando, e tbm meus irmão maiores, caminhando sempre enquanto conseguimos estar de pé, pois o cansaço atingido nos torna maiores e o descanso é sempre o início de um novo turno. E é de muitas caminhadas que se faz a vida.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Histórinha.

O meu olhar é marrom meio claro , preto e vermelho , num tom meio raro.
 O meu cabelo é marrom meio negro , mais negro que eu é o meu velho pai.
 A minha mãe é branca como a luz. Eu amo a branca luz . A branca luz me atrai.
 Mas eu sou quase negro. Quase quase um pretinho.
 E eu sou quase branco.
 Preto-branco-e-vermelho em mim.
(Mas com o dedo amarelim)

Janken-pon

Papel come pedra, tesoura come papel e pedra come tesoura. É uma suruba. Como nunca percebi???

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O outro lado.

 Que lindo dedo, acusador!!! pode apontá-lo pra si, pra eu ver o outro lado???

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O que eu coloco

-É menos de 40% do que eu leio. A maior parte não dá...
-Qual é Astrô? Então tem uma galera contigo postando junto e lendo ao mesmo tempo...
-AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
-Caraca véio você difgita que nem uma velha! Como consegue postar aquilo tudo apenas com três dedos???
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
-Costume. No máximo eu uso  o mindinho junto...

Ocupação.

Me mantenho ocupado , pra não ficar preocupado com os desocupados.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Dor

Logo na minha primeira infãncia eu tive uma inflamação das glândulas do pescoço e tive que tomar 24 injeções. Mas eram pra adulto . então durante três semanas e três dias eu tomava essas injeções, só que dividas em duas , por causa da dosagem. Eu tomava uma de manhã e uma de tarde. Isso sem entender pra que era. definivamente eu sei há muito tempo o que é dor.

Astronauta

Por que tentar melhorar o futuro? Porque estou indo pra lá neste exato momento.

Loucosão

Saber-me louco é o que mer torna são.
 (Se quiser, ponha uma vírgula em algum lugar na frase.)

Sobre a administração dos patrimõnios públicos.

O que faz o desenho, em duas dimensões, não poderá ser responsabilizado pelo que executa mal a obra, em três dimensões . Nem o que constrói, pela má administração que se executa nos mandatos temporais, estes em quatro dimensões. Pois o tempo corrói e o dinheiro corrompe, quando não há boa administração e manutenção também. Naquilo e naqueles para quem não importam as marcas que deixarão  para e em outros tempos.

Cara ou corôa.

Fico meio corôa quando fico de cara.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Onde quer chegar?

 O amor é um norte magnético.
 Você não tem que ir sempre para o norte magnético. mas é bom saber onde é esse norte . Pra poder ir, até pro lado contrário, se quiser, e também para saber voltar...
 E a paixão, é uma agulha imantada, que aponta apenas em uma direção, que é o amor.
 O coração é uma bússola, cuja agulha imantada aponta sempre pro norte magnético. Mas você pode mover a bússola(e o seu norte imaginário, ou azimute) para a direção que quiser. Tendo assim, sempre duas direções: Um fixo em 0°; e o azimute flexível em 360°. Um da natureza e um só seu. Só não fique dando voltas no mesmo lugar e nem voltas sempre até o mesmo lugar, se quiser conhecer mais do que uma direção. Conhecer a primeira direção é só o começo. Descobrir sua própria direção é o começo do recomeço.
 E lembre-se também de olhar pra cima e pra baixo.
 Quem sabe, descubra assim, direções que estão além dos planos.
 E até além da imaginação.

Para Nathália Fernandes.

Mestre dos mestres

Meu mestre me chama de mestre. Também o chamo assim. É meu mestre quando o ouço e sou seu mestre quando falo. Muito grato, Mestre. (De nada, Mestre). No mundofeliz é assim pra todos...

O mundo

O mundo é governado pelos mendigos.

Alvo

Frente a um alvo único, é melhor o que acerta por sorte, sendo amador , que o que erra por distração , sendo profissional.

Onde procurar algo perdido

No último lugar em que deixou é um bom começo. Porém só irá encontrar mesmo, no último lugar em que procurar, mesmo que seja o primeiro...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Opiniões e bundas.

‎"eu mostro minha , não dou . se apenas mostro continua sendo minha..."

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

?+?= ???

eu+eu= insolúvel.
 vou tentar de novo
 eu+ela =nós.
acho que só assim mesmo...

Dos seus problemas, o maior.

O problema , não é que eu como quem expressa claramente quem quer viver. O problema não é que eu fortaleço religiões que exploram a fé. o problema não é que eu não compartilho o o pouco ou muito que tenho com os outros humanos, o problema não é que os deuses que eu adoro não amam nem a terra onde foram nomeados, o problema não é o meu preconceito nem eu achar que só minha droga presta. o problema não é eu não agir e acreditar na paz. o problema não é que eu preso mais o dinheiro que a descoberta e liberação de curas, a solução da fome mundial, da desigualdade de gêneros, cor , social e etc. o problema não é fazer trafico de influência por causas egocêntricas e idiotas. o problema não é desprezar a ciência por tradições religiosas . o problema não é meu egocentrismo, minha ingratidão ao planeta, minha falta de ágape. meu etnocentrismo e especismo.
O PROBLEMA É QUE O PUTO DO ASTRONAUTA É VEGANO E ATEU. ISSO SIM É UM PROBLEMA SÉRIO.

Costuras

Meu avô de pai era alfaiate. Minha avó de mãe era costureira. Agulhas e linhas no sangue...

Olhei para minha mão.








Sobre a medula,o sangue.
Sobre o sangue, os ossos
Sobre os ossos, os tendões.
Sobre os tendões , a carne.
Sobre a carne, a gordura.
sobre a gordura , a pele.
Sobre a pele, o pêlo.

O resto, antes e depois, é abstrato.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

E só

Meu amor. É só mais um impossível. Já passamos por isso antes.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Zé do Fino.

 Dedo amarelo, olho vermelho , tudo azul na cabeça.
 Um palito de fósforo e a lixa da caixinha.
 Uma bala de hortelã na boca.
Tocar sax sentado na janela do oitavo andar. Ou na padaria , por uma pinga.
  Dividir o pouco.
 E AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!





(dedicado a riodades 1993/2001)

O Oráculo da Poesia.

 Pegue um livro perto de você . Um livro de poesia. Pode ser de um poeta que você gosta . Mas cuidado , pode fazer você mudar de idéia quanto a ele e quanto a você mesmo.
 Abra em uma página aleatória. Leia e entenda, mas não conte pra ninguém o que entendeu. Pode contar a poesia, não tem problema.
 E lembre-se sempre que foi você que abriu o livro.


Para Nina.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Palafitas

 Andava pelas palafitas. Eram tábuas sobre as águas precariamente colocadas se lembrava de onde tinha vindo nem para onde estava vindo , apenas queria travessar as palafitas até seu destino
 Quando encontrou um velho careca, envolto em roupas, que de tão sujas era  impossível que se lhe verificasse a cor original do tecido. Mas estava cuidadosamente vestida pendendo do seu ombro direito para o peito e com o ombro esquerdo á mostra, à maneira dos hindus. Era severo, e o olhava com seriedade mais transparente que serenidade , mas ainda com amor, amor de familiar mais velho.
 Tinha na testa as três linhas horizontais desenhadas com uma tintura clara, era magro , muito mais que ele próprio. Olhou também ele para sua testa , sorriu e lhe deus um copo com um líquido, depois em seguida outro copo com outro líquido diferente, sabia que eram coisas diferentes , mas sem perceber qualquer diferença entre eles, engoliu-os. Em seguida o tomou pelos lados dos braços e o agitou como a uma coqueteleira. Olhou de novo, sorriu novamente, e lhe deu uns tapinhas nas costas, meio que empurrando-o delicadamente a prosseguir.
 Prosseguiu, mas lembrou-se de agradecer e virou-se para trás, mas viu que o velho estava já novamente ocupado com um casal que chegava logo atrás e lhe cumprimentava dizendo: -Senhor Buda...
 Virou a cabeça pra frente novamente pois não queria bisbilhotar e seguiu seu caminho pelas palafitas.
 E acordou.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Marionete.

Quando o boneco ganhou vida, as linhas funcionaram ao contrário e o marionetista viu que agora era ele quem era controlado. Até que foi perdendo a consciência e se tornou uma grande marionete que se fundia ao seu alter ego. Tentou se soltar antes, mas não era mais possível . Pois as linhas haviam sumido e agora só o seu controle permanecia. Mesmo o boneco havia sumido. Apenas o sentia em si. Dentro e por perto. Não era mais um homem , e sim apenas uma casca para seu próprio brinquedo. Agora eram um, e esse um não era ele, mas outro. Ele, o outro e o que veio ser. Um.

Pior que vampiro

Sem convite não vou nem na porta. se me destratar , não volto mais sem pedido de desculpas. Perdoo, mas se nada muda, de que adianta outra chance? Sempre haverá que mereça o primeiro voto de confiança. Amo o próximo e desconfio do ex-perto. Ser responsável por cativar e afastar tbm faz parte...

Homenagem

"Cê tá devagar aí né..."
(Seu Edson, mendigo da cantareira, escritor e amigo)

Dor

O cirurgião explicava pro outro, com uma chapa nas mãos, como as terminações nervosas haviam sido interrompidas e por isso o impulso voltava em forma de alarme para o cérebro, quando alguém chegou por trás deles e disse ;
-Isso doeu à beça.
Um deles,olhando pra trás para trás disse:
-vc tbm é cirugião? (Mas não viu ninguém).
 Ao voltar-se para frente, viu então, um paciente que havia dado a volta pelo outro lado e retirava o exame das mão do outro médico dizendo:
-Não, mas a tomografia é minha...

Falo mermo

O dinheiro, nesse mundo de silêncios, fala mais alto e cala qualquer um que esteja a venda, e depois ainda tira onda de sábio... Sábio dinheiro calado e escondido. Sapientíssimo...

domingo, 29 de janeiro de 2012

Darwin

Devemos nos adaptar a nossa própria natureza, afim de que sobrevivamos à nós mesmos, nosso único adversário na evolução da espécie humana e do planeta.

Esfinge

-Decifra-me ou te devoro.
- Ok. Norte, sul, leste e oeste.
- Minha vez. Quem sou eu?

Sempre

.
.
.
E.
Eu.
Meu.
Eu sou meu.
Eu, apenas eu.
Eles sempre tiveram tudo.
 Eu, nunca.
Eles sempre tiveram razão.
Eu, nunca.
Eles sempre tiveram tudo.
Eu, apenas eu.
Eu sou meu.
Meu.
Eu.
E.
 .
 .
 .
   

A Baleia Marrom.

mergulho da cabeça da Baleia Marron
http://www.youtube.com/watch?v=UmXJE9cl6II         
  Era um dia perfeito, muito sol e uma novidade irresistível. Uma mãe que admitia seu filho de treze anos ir a praia sozinho(finalmente...). A escolhida foi Piratininga, que era minha preferida. Primeiro a praia grande pra pegar uns jacarés. Muito mundofeliz, todo mundo muito feliz!!! Moradores de São Gonçalo, desapercebidos em um lugar "mais evoluído" que era aquele. Após estarmos todos já satisfeitos de enfrentar o poder do mar sobre nossas cabeças. Rumamos para a prainha. Tava calmo, batendo ondas, mas ainda era possível nadar ao lado da Pedra da Baleia, que era gigantesca, parecia um prédio de muitos andares , só que deitado. Parecia uma grande baleia cachalote marrom., encalhada na praia. Subimos na pedra maior (que nunca aprendi o nome) e ficamos olhando as pessoas que subiam na baleia. Alguns pulavam de lá , ninguém da nossa idade...
  O grupo era o Pantera, que era o maior, o Pierre , meu melhor amigo na época , o Zé Pequeno, que era o mais velho mas também o mais baixo de nós e eu. Acho que foi o Zé que deu a má idéia, acolhida imediatamente por todos: "Vamos pular da testa da baleia!!!" "SIM!!!" Só tinha maluco...
Atravessamos o canal entre as duas pedras e subimos. Só a subida já era uma merda. Deixava claro que não dava pra voltar pela escada e que cair dali era cair nas pedras do próprio caminho. E ia ficando alto e alto.De cima da pedra parecia muito mais alto que olhando de baixo.
 Chegamos ao platô. Como tudo ali era lindo!!! Bastante superfície pra andar pra todos os lados. Pessoas namorando, fumando , rindo e olhando da beirada também. Aos poucos, alguns entravam na fila e iam andando para a testa da baleia . Estranhamente,  quando chegamos até lá, percebemos que todos já haviam decido. Só havíamos ficado nós quatro lá em cima. E adivinha? Ninguém queria pular primeiro. Hora do velho zero ou um. O Pantera foi primeiro. Tiramos de novo. Agora foi a vez do Zé Pequeno. Par ou ímpar ? ganhei. Você vai primeiro, Pierre. Mas o Pierre medrou: "-Vou pular pelo lado da pedra"(que era mais baixo). Nem zoei, fiquei sozinho lá em cima. Dei dois passos pra trás e três pra frente, um já no vácuo.
    Sacudi os braços como que voasse, brincando. Olhei ao redor e algo estava muito estranho. Podia ver as duas praias e as pessoas como se fossem formigas lá embaixo. De alguma forma estava muito acima da altura de que havia pulado. Parecia descendo das nuvens, olhei então pra baixo e vi o oceano subindo. Era linda aquela cor de abismo azul escuro esverdeado. Mas tinha um ponto preto no meio, que se aproximava como a pupila de um olho que se abre roubando a cor, como crescendo em psicodelia. Aterrizei de peito sobre a pupila. Um pouso forçado e doído , sobre a cabeça do Zé Pequeno, que havia ficado boiando lá embaixo , no ponto de aterrizagem todo tempo... Mané.
   Nadamos eu e o Zé para fora d'agua, sinceramente não me lembro direito de como cheguei até a areia. O Zé nada sofreu. Fiquei ali sentado com uma dor terrível no peito (na aterrizagem eu bati a bunda nas costas dele, de segunda, e o peito na cabeça em cheio, primeiro). Arrotei pra sentir o ar, como um recém nascido, mas não chorei, apenas reclamei. O Zé nada sofreu (maldito cabeça dura), aenas afundou e voltou, mas eu estava um caco. Fui pra casa sozinho.
   Ia caindo dentro do ônibus e as pessoas me olhavam como um moribundo de treze anos. Tenho tanta pena deles hoje como eles de mim, devia ser uma cena triste. Alguém me deu o lugar .Percebei que se eu colocava os ombros pra frente, todo meu peito parecia que ia afundar e perdia a respiração com uma dor aguda. Tive que corrigir rápido a postura. E não podia contar pra minha mãe . Ela me levaria ao médico sim , mas nunca mais me deixaria ir a praia sozinho. Por meses, procurei não sentir aquela dor no peito e fazer pose de robocop, pra não morrer asfixiado e indo a escola normalmente, ou parando naquela velha esquina do Raul Veiga. Em casa,  Calei-me.
 Quinze anos depois,  entro eu  no consultório do doutor com chapa pedida na mão.
 Ele olha , coça a cabeça(um gesto que já vi algumas vezes e que não é muito agradável de se ver num médico.
 -Rapaz o que aconteceu aqui?- diz ele olhando pra foto. -Você já se machucou aqui ?
-Sim- disse , e contei a história da baleia marron.
 - Vocêo podia ter morrido!!! Quebrou o externo quase no meio e várias costelas ao redor, nem sei como isso calcificou. Quer dizer, o que calcificou, pois uma parte do seu tórax simplesmente vai sempre estar flutuando, com costelas apenas encostadas umas nas outras e no externo, entre estes calos, que são cicatrizes ósseas. Tem muita sorte e estar vivo!!!
 -É verdade!!! Meu peito estala!!! E tenho sorte!!! AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
 Deve ser por causa disso que meu coração é confortável...

sábado, 28 de janeiro de 2012

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!

Entre morrer de pena e morrer de rir . vou vivendo...

Baby

  Baby era seu apelido, pois onde quer que estivesse tinha sempre consigo um vaso de leite. E não qualquer leite , mas leite materno. Pois era desde nascido muito alérgico a todas as espécies de alimento, órfão de mãe de parto, de quem herdara olhos castanhos quase vermelhos, e recebera do seu pai desde que se lembrava de si , o alimento das amas de leite da família do pai (pois moravam distantes da família da mãe , do hospital ,  e do banco de leite). Nunca tivera uma crise alérgica , pois seu pai constantemente lhe lembrava do que aconteceria se provasse algo que não fosse leite materno. A saber, eritemas e edemas de glote , com hemorragias internas e morte rápida e dolorosa. Tinha até lhe mostrado um vídeo com uma pessoa tendo um choque anafilático e morrendo.
 Baby vivia fora isso uma vida normal. Era bom aluno e respeitado em sua comunidade tinha também habilidade com as meninas e em esportes também. Nada lhe faltava e por confiança deixava que seu pai sempre cuidasse de buscar seu leite, desde criança. Agora um adolescente , sabia que em algum momento teria que cuidar disso, mas não tinha pressa, pois não tinha fome.
 Um dia estava com seus amigos e recebeu um telefonema. Seu semblante mudou ao receber a notícia de que seu pai estava morrendo. Atropelado perto dali. Correu pra lá.
 Ao chegar perto viu que o sangue se espalhava por todo lado , o olhar de seu pai se amarelava, sua respiração diminuía. Chegou o rosto mais próximo do negrume do asfalto. E ouviu as últimas palavras do seu pai.
-O porão, a verdade está no porão, mas não se engane , ela ia nos abandonar , ela nos traiu. Não a deixe ir... e morreu.
- Não entendeu o que ouviu, tentou gritar para que seu pai não morresse. Já era tarde. Acompanhou o rabecão até o IML e depois foi para casa.
  Ao chegar foi até a geladeira e pegou um copo de leite. mas ao caminhar pelo corredor para a sala , se lembrou das últimas palavras do seu pai.
 Abriu a porta do porão e lentamente desceu as escadas., ouvia um barulho de máquinas de sobrevida, como em um hospital. A cena que se descortinou era bizarra.
 Diante de si , uma mulher de meia idade estava presa em uma grade pelas mãos e pernas, meio vestida , mas sem pudor ou cuidado. Estava presa a tubos que a alimentavam e instrumentos que aferiam sua saúde. Havia também coletores conectados para recolher fezes e urina. Estava vendada e ao ouvir seus passos, emitiu um gemido pelo cano que lhe entrava na boca e tentou se mexer. Uma baba escorria do nato de sua boca e caía num balde que já estava quase cheio. Se aproximou e tentou ajudá-la , mas então percebeu que haviam tubos conectados aos seus seios. Tubos que sugavam , de seus seios enormes e disformes, leite materno para dois galões de armazenamento. Baby estava horrorizado. Retirou então a venda dos olhos da mulher . e só então , vendo que os olhos dela eram iguais aos seus, vermelhos , percebeu que era sua mãe. Ela assim que se viu livre da venda  tentou se comunicar com ele. Seus olhos eram pura expressão de alívio. Nunca havia visto o filho em toda sua vida . Lágrimas de felicidade rolavam por vê-lo, após tantos anos de escravidão e sofrimento nas mãos de seu ex marido, e também de alegria, pois ficaria livre!
 Mas ele, que também chorava, olhava para os tubos em seus gigantescos seios e não conseguia retirar tão rápido as amarras, em desespero pensava em toda sua vida. As palavras do seu pai vinham a mente entre as imagens "-Ela ia nos abandonar, ela nos traiu, não a deixe ir."
 Pensou em toda sua vida. Em que poderia não ser alérgico a nada. Que amava tomar seu leite e ser diferente dos outros. Que sempre quis conhecer a mãe, que só vira em fotos. Que nunca tinha adoecido. Que não conhecia aquela mulher,que os olhos eram iguais, mas que não era nem tão parecida com as fotos. Que poderia nem ser sua mãe.
Aturdido e chorando, levantou-se, pegou a venda e sem querer mais pensar, colocou novamente nos olhos da mulher, afinal , ele nem a conhecia. Era sua fonte de alimento e ele adorava seu leite. Não abriria mão dele por ela. Amava mais o produto, que a explorada por causa de sua produção, tão natural e específica. Com passos trêmulos em marcha ré, mas resolvido, atravessou de costas o umbral da porta, segurou a porta novamente a sua frente, lento e nervoso e abafando os gemidos de sua leiteira, até mesmo de sua mente, fechou a porta. Decidindo continuar a farsa que era a sua vida.
 FIM.

A felicidade, a Saudade e a Mágoa.

A felicidade ofereceu a dois viajantes sua companhia pelos caminhos, apenas colocando como condição a escolha certa entre a Mágoa e a Saudade, no fim de uma caminhada.
 Dois viajantes chegaram e escolheram. E ela, elegeu o que quis a Saudade.
Mas o outro replicou, dizendo que a Mágoa era necessária pra que ele estivesse feliz com o que possuía no presente, e para que a próxima viagem fosse melhor.  A felicidade então disse que a mágoa não permite sequer que se olhe, no presente, para o que vai ao lado. E disse que quem tem saudade , pode olhar para o que tem, feliz, e feliz por aquilo que teve também , pois guarda um sorriso na memória. E assim há mais que um momento feliz na Saudade. Ando bem junto dela - Disse. E de quem a leva. Más a Mágoa coloca defeitos onde não havia, e faz desaparecer a felicidade de um momento passado por outro que não foi feliz, e, não trazendo nenhuma felicidade para o presente, acaba determinando minha distância no futuro.
 Mas e agora, Felicidade? E agora que já escolhi , não posso jogar fora?
 Neste mundo nada se perde, caminhe um pouco só com sua Mágoa, desejando ser feliz de novo, e encontrará o Perdão pelo caminho, estarás muito atrás por causa do peso da Mágoa , que faz com que ande mais lento. Mas ao encontrar o Perdão, pode trocar a Mágoa pela Esperança ao caminhar com ele, ela faz ir tão rápido quanto o voo da Saudade. E assim me encontrará novamente pelo caminho. Para quem não está comigo, eu estou sempre um pouco mais a frente. Se vai me alcançar de novo ou não, depende de seu esforço e suas companhias. Eu não me detenho por ninguém, nem sigo ninguém. Escolho com quem ando pelo que carregam no coração.  Estou apenas de passagem. Pode vir ao meu lado e na minha direção quem quiser. Gostando das companhias, pode vir. Quem quiser...

Não é o único

O mundo em que eu vivo não é o único, nem tão pouco o mundo a que eu pertenço é o único, o mundo de onde eu vim não é o único, o mundo pra onde estou indo não é o único também. Mas eu sou do mundofeliz, pertenço ao mundofeliz, venho do mundofeliz, vou pro mundofeliz, e estou sempre no mundofeliz...
Mundofeliz pra quem quer.
Pra quem não quer, um outro que também não seja o único...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A volta ao mundo em um sonho.


(Os verdadeiros. pastel oleoso sobre canson)
     Andou pela rua até chegar a locadora, aquele meu velho amigo , que me contava seus sonhos. Escolheu um filme famoso e pagou com uma nota de dez. Recebeu uma de vinte. Espere! Uma de vinte? "Mas ela me deu o troco errado". Mas não devolveu. colocou no bolso e foi andando.
      Como se lhe sobrasse agora dinheiro foi ao mercado municipal. E começou a andar pelas vielas cheias de comércio. e a olhar os preços e passear por lá. Percebeu que não queria nada, só andar e ver as pessoas. Mas elas também percebiam que estavam sendo vistas.O mercado era muito cheio.
     Entrou num beco que descia , não soube no momento exatamente por que, mas continuou descendo degraus, até que percebeu que não via mais a porta acima , que a luz enfraquecia , mas não podia voltar e que tinha mais gente ali , mas não podia vê-los e que tudo queria somente lhe fazer sentir medo ali. Sentiu que só estava, mas não era mais dos que correm ou batem há muito tempo. olhou para a parede e viu por dentro dela um fio elétrico, via sua eletricidade branca e via que ela ia pra dentro das escadas, rumo a escuridão. Colocou a mão no fio e foi-se.
       Numa velocidade espantosa se movia junto com a energia. e agora podia ver pela luz que irradiava os moradores daquele porão. Eram calvos , talvez por não tomar sol nas cabeças, pois viviam na escuridão, e eram narigudos e com grandes olhos , mas que não enxergavam , e sim iluminavam. Não caminhavam, dançavam. Não competiam , brincavam. Tinham, alguns, bigodes estranhos e outros, dentes de ouro, mas lembra-se que seus olhares eram puros , embora às vezes maldosos, e na sua impressão infantis, embora exprimissem toda sabedoria do mundo, considerou-os amigos e sentiu o mesmo. Seguiam brincando enquanto passava. Com sua calças riscadas e sapatos grandes. A energia fez um curva no espaço e de repente começou a subir, passara até o chão a dentro e agora ia chão a fora, viu uma pouca luz na porta novamente e, ao se aproximar, saiu num cemitério.
       Isso mesmo , num cemitério escuro e frio. e sem nenhuma estrela no céu. Aproximou-se dele um homem negro de terno branco,  com um chapéu branco na cabeça, do outro lado uma mulher se chegou . Tinha belas roupas vermelha e negras , como as damas perfeitas dos cabarés antigos do faroeste. E pela frente, se aproximou um sujeito com muitas armas de fogo( como metralhadoras M60), como se fosse um daqueles super heróis de guerra dos filmes de Hollywood, eles perguntaram a ele o que queria ali. E ele disse , "eu quero passar". Olharam uns para os outros e disseram . Se ele não quer guerra e só quer passar, é justo que ele passe. E deixaram-no fazendo reverências. Continuou em frente agora sem linha nenhuma em que segurasse, e entrou na porta que estava a frente , embora não fosse um porta de saída , mas de entrada e que apontava novamente pra um corredor, saiu de novo dentro do mercado municipal.
      No mercado, quis comprar um cigarro no boteco e foi atendido, mas ao tentar pagar percebeu que havia perdido o dinheiro. Por sorte alguém do mercado agora gostava dele. Devia ser amigo dos senhores do porão, ou do cemitério. Pagou os seis cigarros e ainda lhe deu mais dez reis.
     Saiu do mercado, pois continuava cada vez mais cheio, e passou na locadora de volta. Falou com a atendente e lhe devolveu o filme, sem assistir, o que ela estranhou , mas não perguntou porque. Lhe deu também os dez que ganhou, pra quitar o troco errado(o que ficou plenamente entendido pelos dois sem uma palavra). E foi pra casa. E acordou.
      Perguntei pra ele, quando me contou, por ele ele não quis ver o filme. Ele disse que não queria desinteirar o troco , mesmo que pudesse pagar na volta. E que depois , acabou se lembrando de já ter visto aquele filme...
   Cara engraçado...


Para Thatiane Peclad Goulart.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Os rastas

Let's go to burn Babylon, bro!!!
Oh yeah!!! But look, I have this joint right here!
Oh.
So let's burn this shit first, man.
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!

A tese de vivido, existido, sido, ido, voltado, ou a tese de que vc é exatamente que vc pensa ser seja o quâo idiota isso possa parecer. (seu eu fosse psicólogo)




'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí
eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei
em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar
por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.
Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.

Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.

Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome.

São tratados como se fossem uma 'COISA'

A matéria acima é do mural de
Ana Paula Siqueira

no facebook

Se a inspiração é o expressar o que vemos de dentro pra fora(ou vice versa), esse blog é mais ou menos respostas de dentro de mim para o que é o mundo. Minha tese, como artesão de bonequinhas, para ser aprovado ou não pelos fazedores de mestres na vida.  Não submeti a nenhuma academia , mas tá aí pra quem quiser ver . admiro os grandes pensadores , mais por terem sido pensadores que ter por terem sido grandes, pois pequeno que sou , como direi quem é maior entre todos estes tão grandes que vejo daqui de baixo?
Muito grato a quem curte !!!
Mundofeliz pra quem quer!!!
(By the way . Tenho bons amigos que são garis. Amigos de sentar pra fumar um cigarro e conversar, e beber água, e comer mangas...)
foram dez anos vendendo bonequinhas entre as pessoas ...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Da igualdade.

Os ossos sempre brancos.
As pupilas sempre negras.

Abismos?

Cuidado com quem atiram aos abismos, alguns desenvolvem a estranha capacidade de fazer amizade com os dragões e voltam guiando-os de carona sobre suas costas gentis e outros ainda se tornam dragões PARA SOBREVIVER.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Liberdade

Teu equilíbrio equilibra tudo.
Teu desequilíbrio desequilibra tudo também.
Equilíbrio é fundamental para que sua
liberdade, em desequilíbrio, não seja uma prisão para a todos...

Fato

Meu tato.

Curto

Penso a longo e curto o prazo.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Escritor

Escritores vivem,
e as vezes escrevem também.

Abismo

Paixão é abismo.
Amor é voar no abismo.
Se não saltar no abismo, jamais voará.

Gravatas

Quem cheira as gravatas?

Cabeça

Chapéu não cai do céu.

EQUILÍBRIO

Sou uma pessoa normal, que ri no humor, se emociona no amor e no mais equilibra-se como pode...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sei e sinto

O que sei é pouco , mas sinto muito.

O maior órgão 11

O umbigo. o primeiro a ser formado. o primeiro a ser castrado. o último a ser esquecido. a vida.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Da dívida e da dúvida.

Quanto mais me cobram mais me devem.

Meme

Malandro é o argentino.
Porque?
Como se fala malandro em espanhol?
Tem malandro em espanhol?
viu?
Caraca!!!
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHA!!!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sentidos 2

Partículas de luz que tocam os olhos ,
partículas de gazes que tocam o nariz,
particúlas químicas que tocam a língua,
ondas sonoras que tocam os tímpanos,
pó que toca a pele,
emoções que tocam o coração,
sexo que toca a libido,
pensamento que toca a consciência,
sentimento que toca a razão.
Todos são tato.
É tudo Tato.
Se toquem e toquem-se.

O Pássaro

A ética é o pássaro.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

SAIBA

Saber é sabor, o resto é supor.

TEM QUE SER A TEMPO.

Dar elogio a quem não merece é como cuspir um chiclete ainda com gosto, e não dá-lo a quem merece é como engoli-lo da mesma forma.

Sobre o fácil e o difícil. De novo.

Tudo é difícil no começo, médio no meio e fácil no fim . Exceto pra quem vai repetir de ano, de novo...

TUDO

O TATO QUE TUDO SENTE E TUDO TOCA.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sobre quando é tarde demais.

Penso na simetria entre os pontos marcados.
No local proibido em que eu gostaria de pousar, levemente, com o aparato de reconhecimento desprovido totalmente da necessidade da luz.
Relevante relevo venusiano. Planície rósea diáfana.
Eu te leria como um cego e assim saberia o significado das palavras que se afirmam ausentes na superfície, enquanto gritam no seu interior,
Muito além do rótulo e do conteúdo. Tão alto que são ouvidas por todo o mundo.
Ainda que eu saiba que apenas eu as compreenda.
Apenas eu posso compreender seu eco de dor.
Por ouvir nelas o meu nome.
E saber que só posso ser como sou e que só querias que eu fosse como queres.
Perfeito como me vês. Como nunca seria.
E te ver chorar e desvanecer-se em som e solidão.
E em nossas lágrimas me atirar para também assim desaparecer e não mais ouvir o título de nossa maldição. Narciso... iso... iso... o... o... o...

recomeço e começo 0,1... ih pulei.

Liberdade, Impulso e equilíbrio.

ATEU

Sou tão ateu quanto um deus monoteísta.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Na batida do peito

Não tenho pressa nem paciência.
Vou no meu ritmo, mas vou...

sábado, 7 de janeiro de 2012

Vazios

Se nosso pulmão não fosse oco, o ar não entraria.
Se nosso coração não fosse oco, não passaria o sangue.
Se nossos ossos não fossem ocos, não haveria medula.
Se nossa cabeça não fosse oca, não haveria cérebro.
É que por dentro, somos feitos de vazio.
Nos preenchemos então,
com o riso e o amor,
por isso.


para Maria Luiza e Nathália.
com amor e vazio.

Esfingroborus

Decifra-me ou te devoro = Decifra-te ou continue comendo sua cauda até a cabeça.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

SINÕNIMOS

Vivendo e aprendendo são sinônimos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

tu.

eu sou um cara normal e não tenho nada a dizer de importante.
eu sou um gênio e posso fazer qualquer coisa.
eu sou um cara anormal e posso fazer algumas coisas , mas não todas.
eu sou um cara.
eu não sei quem sou
eu sei.
eu.
e...
...
.