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sábado, 10 de março de 2012

Asas

Ouvia por sobre o meu ombro , vindo de trás uma voz que gritava:
-Borboleta ! Borboleta ! Sua borboleta!!!
 Mas por mais que desse voltas não via de onde vinha. Pareceia longe, mas sempre na mesma distância!
 Olhava para baixo e para cima , hora parecesse que vinha de cada direção. Rodava para a direita e para esquerda, mas não conseguia ver e nem me afastar, e nem me aproximar dela. Que aflição!!! Seria uma voz na minha cabeça?
 Firmei a vista para ver o que fosse menor , já que longe e grande não encontrasse. E foi por acaso que encontrei, em minhas próporias costas a origem do grito.
Eram uma escaminha de asa, que não se enchergava e por isso me xingava do que ela mesma constituía. A minha asa de borboleta, trazia minha escaminha revoltada, pouco antes de voar descolada, sem da asa alterar nada.
 Descansei a vista e apurei o ouvido. Pois agora, queria ouvir o que diziam, a pena, a escama e o pelo das minhas outras asas...
 Continuar voando enquanto isso.

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