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domingo, 31 de janeiro de 2016

Micro conto da desilusão

"Mas e se tivesse sido tudo verdade?"
 "Não teria sido apenas uma ilusão.  Adeus."
FIM

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Outra sobre liberdade


Aquele que faz o que deve , poderá fazer mais que isso, pois será livre para isso e por isso.
 Aquele que faz menos que deve, fica preso à sua irresponsabilidade. E pode perder a liberdade de poder fazer qualquer coisa.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Pedra de Responsa Cantada

Há dois tipos de pessoas no mundo:
Os responsáveis e os irresponsáveis.
Há responsáveis que são por índole,  e os que o são por aprendizado.
 Entre os irresponsáveis, há os que são por nascimento ou por doença adquirida, por incapacidade física e mental; e há os que são por não cumprir suas responsabilidades, por decisão.
 Entre os que por  incapacidade, há os conscientes, moderados, e os inconscientes.
 E, entre estes os que recebem cuidado e os que não. Conscientes ou não.
 Dentre estes últimos que não recebem cuidados, há aqueles em total abandono. E os que são mal cuidados, abusados e maltratados.
 Os responsáveis devem cuidar dos irresponsáveis por fatalidade, e responsabilizar os irresponsáveis por decisão.
 Disso depende o equilíbrio,  a conservação da humanidade, na plena acepção desta palavra, e o futuro que a mim conveio chamar de mundofeliz.
Pois um lugar onde irresponsáveis por fatalidade são massacrados e abandonados, e os irresponsáveis por decisão são impunes e incorrigíveis, e não são anulados nas suas ações sabotadoras do equilíbrio terrestre, é exatamente o que convém chamar de mundofudido, e evitar a todo custo que seja justo e humano.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sem sentido.

Prender um doente
 por auto medicar sua própria mente?
 Libere a cura.
 Libere a Cannabis Sativa.
 É só um dos efeitos,
 O tal enxergar direito,
 Como um vale se vê das alturas.
 É um princípio ativo,
 Pra ajudar o rico
            E o pobre,
 Nas suas diárias agruras.

  Libere a Natureza.
 Por gentileza, sim?
  É só um mato,
 que cura anorexia,
  Ansiedade e câncer.
  Produz papel e tecido
  E cresce bem, como capim.

 Não mata, como tabaco.
 Ainda diverte o dia,
 E contagia, florindo o fato.

  Conto com a empatia.
 Que seja hoje a alforria
                            PARA SEMPRE AMÉM!
 E muito grato.
                        Caetano, Astronauta Ben.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Matar

Coisas boas de matar:
 A sede,
 A fome,
 A saudade,
 Uma vontade qualquer,
 E "azamiga" de inveja.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Mudar o mundo.

O rapaz me convidou para mudar o mundo.
Com uma prancheta de madeira com clipes de papel no alto, perguntava e anotava.
"O senhor acha que deveríamos ter mais empregos?
"Sim!" -Respondo. - "Principalmente empregos inclusivos para aposentados mal pagos e deficientes moderados."
Ele anota.
"E sobre a saúde? "
"Tenho ido a hospitais públicos por quase toda vida, apesar de ter nascido em um particular. Acho que piorou em todas as esferas do poder público executivo, apesar de ser grato pelo socorro que recebo, mesmo com a demora, erros, e as vezes falta de atendimento. Quando sou atendido, sou grato. MAS PIOROU."
" E a educação?"
"Sou uma pessoa mal impressionada com o tratamento intelectual que as crianças recebem. Acho que muitos alunos pra um só professor, e com períodos curtos de ensino, e material didático obsoleto, e profissionais preocupados por serem mal pagos, não funciona. Mas acho que o pior é a falta de educação sexual e humanista. Isso ligado ao número de gravidez adolescente e de menores no crime me assusta. "
Ele anota, e liga um gravador.
"Alimentação? "
"Sou vegan, e penso que isso poderia ser mais incentivado, pelo direito dos animais."
 Ele sorri.
"E no amor?"
"No amor?!? Como assim no amor?"
Ele abaixa o telefone, faz uma careta percebendo que deu ruim e me passa a prancheta.
"Pode assinar aqui?"
Pego a prancheta e leio
"PESQUISA DE OPINIÃO NONONONONE LTDA."
"Pesquisa de opinião???"
"Sabe o que é, senhor, é que além da pesquisa  eu que estamos fazendo, eu sou repórter,  e percebi que o senhor é artista . Então achei que poderia dar uma boa entrevista... E eu sairia dessa, pô... "
"Mas não era pra mudar o mundo?"
"Mas é!!! "- Disse com ar de religioso,  e nesse momento confesso que temi.- "
A empresa NONONONONE LTDA é muito importante e vai mudar o mundo!!! Eu não estou aqui perdendo nosso tempo! Sua opinião é muito importante! (para nós) E tem também a entrevista..."
"Senhor? Senhor?!?" -Enquanto me vê me afastando.
"Bom dia... Mudar o mundo..." -Digo baixo pra mim mesmo.
O sujeito ainda gritava lá atrás. .. "Senhor? Posso publicar a entrevista?  O senho não assinou a pesquisa! !!"
"Pode... pode..." - Aceno longe, em segurança. Seguindo para quem sabe mudar o mundo, ou pelo menos alguma coisa.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Duas estradas

O passageiro pega um trem,
O caminhante toma um caminho.
O passageiro acompanhado,
O caminhante, quase sempre sozinho.
Enquanto um vai sentado,
O outro anda, tranquilo.
Um, pode ir pro lado errado,
O outro, só pode seguir os trilhos.

Pois se muda a rota da caminhada
                                       A qualquer hora.
Mas o trilho a se seguir,
Só se muda pelo lado de fora.

Um cão aparece na estrada do caminhante.
 Ele é velho e cansado,
 Já quase não vai avante,
Mas ainda assim, abana o rabo
                         Para o amigo passante.
Que pára, se abaixa, esquece o caminho
                                          por um instante.
O cão não é seu, talvez de ninguém,
Pertence a si, isso é importante!
Afaga-o, divide com ele alimento, e se separam logo adiante.
O caminhante vai sorrindo,
  E o cão, alegre latindo,
Fica próximo de onde estava, com o rabo sacudindo.

Já o passageiro, segue com ar preocupado.
Não, não há perigo nem tampouco está atrasado.
Apenas que também tem um amigo,
Mas este não está do seu lado.
Come sozinho, andando sentado.
O trem o sacudindo.
 Movendo-se, mas parado.
 Seu cão de pedigree, vai num vagão  separado.
Como disse, sem perigo.
Seu amigo está bem guardado.
Tem água, comida e cobertor,
             Apenas o lugar é meio abafado.
Mas como não é a primeira vez, vai dormindo sossegado.
  Sabe que daqui a pouco termina a viagem,
            E que junto com a bagagem,
  Daqui a mais um instante, também será carregado, de volta ao amigão, e tudo terá passado.
 (Gratidão!) Vai passageiro e cão,
Cada um após seu vagão!

 Vai, ó passageiro! Olhando pela janela!
 Vai, ó caminhante! Que vista bela! Que vista bela!

E quando as duas estradas se cruzam,
E se vêem nossos heróis,
Imaginam as vidas daqueles
 Que estão nos lados opostos daqueles limites metálicos,
                   E momentaneamente intransponíveis!
 E juntos, de repente,  vêem um passarinho,
 Alto, lá na ponta do galho de uma árvore, além do cruzamento,
 E num átimo de segundo, se olham de novo nos olhos.
 E só o caminhante sorri.
Mas em seguida gritam como meninos ao mesmo tempo:
"Eia!!! Prisioneiro!!!"
"Eia!!! Caminha o dia inteiro! "
Pois ambos sabem que não há nada ali,
 No trem, ou no meio do caminho.

O trem segue.
O caminhante segue.
Mas enquanto aquele volta a pensar no seu cão.
Este, que sai do caminho,
Segue atrás do passarinho,
Quem sabe, perto do ninho,
Não encontre para si,
Uma pena para o seu chapéu?

E nem pensa na diferença.

Que o passageiro não pôde seguir o passarinho nem com os olhos.
 (O trem fez uma curva pro lado errado no cruzamento)
Mas, pela sua decisão chegará no horário a estação. (Ele e seu cão)
Terão outra refeição e, sérios,  não dormirão ao léu.

 O caminhante fará sua cama no chão.
 Chapéu enfeitado.
 Barriga vazia.
 Sem cão.
 Sem caminho.
(Mas isso se faz...)
Dorme.
Sorrindo,
Sob o olhar atento das estrelas.