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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Das oito as dez.

Eu escrevo essas linhas com o único lápis de cor sem cor, da caixa de lápis de cor. Pois entre os doze não havia nenhum branco.
Se houvesse, escreveria o mesmo, embora fosse parecer o contrário, ou nada.
Eu tenho de oito as dez para viver plenamente. Quatros horas úteis e saudáveis, e vinte sobrando.
Pois antes das oito e depois das dez não é um bom horário. É cedo ou tarde.
Pois antes, é silêncio e preparo.
E depois é sol  forte e cancerígeno.
Até as doze, almoço bom.
Depois , requentado para os fracos.
E até quatro e vinte é novamente espera e preparo. E novamente, se bem que agora, tranquilamente até o melhor da noite, as oito.
Essa é a hora da verdade. Pode-se fazer som, espetáculo, jantar, exposição.
Depois vem a deliciosa subversão do tempo, até as três.
Para acordar ou dormir.
Até o melhor do dia. Novamente.
Das oito as dez.

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