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sábado, 30 de julho de 2016

Quem falou?

E então o patinho feio descobriu que era cisne
E com os belos cisnes viveu feliz para sempre...
Quem falou?
Quem falou que os cisnes não praticavam bullying?
Quem falou que o cisne belo agora viveria feliz?
Os cisnes disputavam território e escolhiam parcerias a pescoçadas.
Eram brabos e bicudos.
Formavam pares para a vida toda, mas quem falou que era por amor.
(Pelo menos amor que ele conhecesse entre os patos)
E quem falou que ele teria par se não tinha educação de cisne.
Se era um pato feio quando criança, Agora era um cisne feio adulto.
Mal educado, meio acriançado e quebrado.
Meio já rebaixado com educação de pato.
Que já nasceu adulto, olhando tudo de lado.
Chegou tarde e quando não era esperado.
 E teve que ser aceito sem ter ter sido propriamente convidado.
Meio coitado rico,
Meio rico, coitado.
Cisne desengonçado?
E agora?
Cisne que chora antes da hora?
Isso lá é cisne ?
Aqui dentro ou lá fora do lago?
É do tamanho de um cisne e também tem a cor certa.
Mas não dá pescoçadas, nem se ufana de asas abertas.
Seu defeito é viver cantando a alegria de ser cisne e não pato.
E isso é real alegria,
 É fato, e com pouca alegoria.
Deixe lá, passar o cisne pato.
Que a natureza sempre acerta.
Um cisne sorridente que canta assim alegremente,
Além de ser raro, alegra a gente, que ouve sempre esse som tão puro e claro.
E que encontre bom trato, que já pagou sua penas tendo que fugir de hienas e até dormir com ratos, Quando era rejeitado, também por ser feio e desengonçado, quando nadava com as patinhas frias e pequenas, numa aventura da gota serena, em seus tormentos no meio dos patos.
Quem falou?

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