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sábado, 5 de novembro de 2016

aos dois

Dou razão aos dois.
A saber: aos eus e aos nós.
Pois vós e eles, não são eus ou nós porque não querem,
E ainda por não serem, querem desfazer-nos,
 Como se, por não sendo nós , um vós,
Ou seja, um nós de vós, tivéssemos sido feitos por vós.
Pois creem que só os de vós fazem os nós de vós.
E que nós não nos fazemos a nós mesmos.
E assim teriam o direito de nos desfazer quando um de nós, sendo feitos de vós,
Um de vós não nos tornássemos , ou ao menos não nos confundíssemos com tal coisa.
Por serem idênticas , é óbvio.
Posto que somos todos nós, e quando vistos por nós a nos diferenciar de vós.
Mesmo que vós sejam eles, ou deles.
Não por aparência, mas por atitude, tal é atitude dos que consideram-nos não nós, a despeito do desejo legítimo, ao menos para nós, de que todos os nós, ou ao menos os eus, sejam  todos um nós, ainda que feito de muitos eus.
 O que nem ao menos isto vós quereis ser.
Tal é nossa única diferença.
Eu sou a diferença.
Se você também sabe-se um eu, você entende.
Também assim a diferença se torna.
Mesmo dentro do seu nós.
E mesmo que seja de vós.
Não és deles , por ainda ser seu o eu.
Se você não é como eles, que não se sabem mais eus.
Você ainda tem razão.
Você tem razão e não está sozinho com seus eus.
Há um nós.
E aos eus e aos nós damos razão.
Mas nunca a vós, que não são eus.
E é obvio, nunca a eles.

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