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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Montes de vênus

 

   Montes de nuvens,
De gases inebriantes,
De efeitos extasiantes,
De altos picos gêmeos,
Em altos montes,
E montanhas abundantes.
    E em sua planície,
Igualmente diáfana,
Que maravilhosos campos!
   Que conduzem a suas maravilhosas águas,
Isso mesmo águas de Vênus!
   Águas de Vênus...
Condensação de suas nuvens,
Chuvas anestesiantes,
Psicodélicas.
   Suas águas  brancas brotam então de seus picos,
De sua terra,
De suas fontes ocultas... 
   Sim, Vênus tem fontes ocultas.
   Seu caminho, por poucos conhecido,
Se inicia numa caverna,
Que não está nos altos picos,
Nem nas montanhas abundantes,
Ainda que haja quem esteja sempre procurando por ali.
A fonte da juventude, 
Com sua deliciosa água, 
Encontra-se, na verdade, oculta,
Sob o menor dos montes.
   E como choram de alegria os que o encontram...
   Beijam esse solo,
E querem ficar ali para sempre,
Como se ali tivesse sido sempre sua casa.
Sua primeira morada...
   Ah! os montes de Vênus...
Seus altos picos...
Suas montanhas abundantes...
Suas águas ocultas...
   Um dia novamente viverei lá,
Passearei por suas paisagens e através de sua relva,
Repousarei sempre,
Sob o pequeno e inefável monte de Vênus.

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