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domingo, 21 de março de 2010

Com um a menos

Tateio na escuridão,
Não sei o que está no caminho.
Sabendo apenas o que sinto,
Sinto-me muito sozinho.
O vento sopra em minha direção
E me traz o odor do desconhecido,
E como não vejo mais a entrada
De nada adianta ter me arreependido.
Toco em algo com forma familiar,
Levo a boca, mas a língua estranha.
Será que ainda estou aqui?
Será o mesmo lugar de onde parti?
Até mesmo desapareceu
O som que sempre me acompanha.
Como criança que ao útero voltou ,
Tentando recuperar a calma perdida,
Com quatro sentidos, incompleto,
Procuro tateando, cheirando, ouvindo e provando,
A ver se pela segunda vez encontro a saída.
A saída... À saída! Há saída?

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